Recife (PE), Brasil

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Diário: Marinês na Maratona de Caracas e na "Mon Quartier"

Na semana passada, Marinês participou da Maratona de Caracas, na Venezuela.

Ao lado do famoso e simpático Miguel "Baleia"

Ela concluiu a prova em quarto lugar em sua categoria, recebendo troféu e prêmio em dinheiro pelo feito.

Bilu, o trofeu e o cheque
As fotos acima foram publicadas no Blog dos Baleias, de Miguel "Baleia". Para ver a cobertura da corrida na íntegra, clique aqui.

E para completar o fechamento do ano com chave de ouro, Marinês também foi destaque do mês na Revista "Mon Quartier":


Você pode ampliar a imagem acima clicando sobre ela ou ler a matéria diretamente no site da Mon Quartier, clicando sobre a edição eletrônica e paginando até chegar à matéria "Correndo para o Mundo".

Depois de ser a primeira brasileira a subir no pódio em Gussing, na Austria, ela também foi provavelmente a primeira brasileira a ser premiada em Caracas. Parabéns, minha Biluzinha. Você continua orgulhando a mim e a todos que lhe conhecem.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Serra prometeu derrubar novo marco do pré-sal para beneficiar petroleiras americanas

Do Boletim Informes:

Serra prometeu derrubar novo marco do pré-sal para beneficiar petroleiras americanas

Novos documentos obtidos pelo site WikiLeaks revelam que as petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal aprovado pelo Congresso Nacional. Uma dessas empresas, a Chevron, ouviu do então pré-candidato à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que o novo marco aprovado seria alterado, caso ele vencesse as eleições.
Isso que mostra telegrama diplomático dos Estados Unidos de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. Deixa esses caras fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.
Para o deputado José Genoíno (PT-SP), os diálogos não representam nenhuma novidade. “Nós do PT sempre soubemos das reais intenções dos tucanos. Durante as campanhas, eles (PSDB) sempre negaram que quisessem entregar o pré-sal para a especulação, mas nossa campanha denunciou e evitou essa manobra do PSDB”, disse o parlamentar. Para o petista, as informações do site batem exatamente com a posição adotada pelos tucanos durante a discussão do novo marco regulatório do pré-sal. “Eles não podem nem negar. Eles estiveram contra as mudanças o tempo topo”, afirmou.
Para o líder do Governo na Câmara, Cândito Vaccarezza (PT-SP), os dados devem servir de alerta para a população. “Felizmente, essas foças retrógradas perderam as eleições. Conseguimos mudar o marco regulatório, e a Petrobras vai mostrar que é capaz de explorar o pré-sal. Agora, é trabalhar pelo Brasil. Para esses que tentaram negociar com forças contrárias ao Brasil, fica a lição de que estamos de olho”, alertou.
Negociações – O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro. O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.
A executiva da Chevron relatou a conversa com Serra ao representante de economia do consulado dos Estados Unidos no Rio. O cônsul Dennis Hearne repassou as informações no despacho “A indústria do petróleo conseguirá derrubar a lei do pré-sal?”. O governo brasileiro alterou o modelo de exploração – que desde 1997 era baseado em concessões –, obrigando a partilha da produção das novas reservas. A Petrobras tem de ser parceira em todos os consórcios de exploração e é operadora exclusiva dos campos. A regra foi aprovada na Câmara este mês.
Outros seis telegramas do consulado dos Estados Unidos no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos Estados Unidos com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora chefe” também é relatado com preocupação.
O consultado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Lançada busca por palavra em todas as leis do Brasil

Já uso o site do Planalto para consulta de legislação a bastante tempo, mas a nova versão ficou ainda melhor, permitindo a busca por palavra contida no texto legal.
Edilson.

Site do Planalto, reformulado, lança sofisticada ferramenta de pesquisa

O novo Portal da Legislação da Presidência da República foi lançado ontem (2.dez.2010). Velho conhecido de quem pesquisa leis na internet, o portal teve visual reformulado e conteúdo reorganizado, para facilitar as consultas. É um grande serviço público.
Entre as novidades está a busca por palavra. No campo “Busca” (no canto superior direito da tela inicial do portal), o internauta pode digitar termos genéricos e encontrar o conteúdo legislativo relacionado. Assim, interessados em leis sobre “ambiente” vão encontrar, diretamente, lista de resultados sobre o tema, sem precisar gastar tempo clicando em diversos links.
Essa ferramenta facilita a vida do leigo. Por exemplo, ao digitar a palavra “aluguel” chega-se a todas normas sobre o tema em segundos.
O site disponibiliza cerca de 70 mil normas (nome genérico para leis, emendas constitucionais, leis complementares e outros tipos de textos legislativos), informa Fábio Brandt, repórter do UOL. Quem não sabe ao certo qual dessas normas consultar, mas sabe a qual área ela pertence, conta com um menu, apresentado logo na página inicial do site, que classifica o conteúdo por assunto – como “saúde”, “consumidor”, “indígenas” e “trânsito”.
Outro menu divide as normas por tipo, usando uma linguagem mais técnica – como “medidas provisórias”, “códigos”, “estatutos” e “decretos”. Ou seja: são formas de se chegar rápido ao conteúdo procurado ou, ao menos, a algo próximo disso, mesmo para quem não conhece quase nada de leis.
Além disso, buscas por leis brasileiras realizadas no Google (motor de busca mais popular da internet) costumam direcionar para páginas do Portal da Legislação.
Interessados em acompanhar mudanças legislativas podem se cadastrar no sistema “Push” (destacado no menu lateral direito da home page do portal). Trata-se de um informativo diário, enviado por e-mail, sobre leis e decretos assinados pelo presidente da República e sobre as mudanças nas leis existentes.
De acordo com a Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (SAJ), órgão responsável pelo portal, há mais de 50 mil cadastrados no “Push”, implementado no velho portal em 2008. A SAJ também informa que recebia cerca de 10 mil page views por dia e que o novo portal recebeu ontem, dia de seu lançamento, 67 mil page views até as 18h15.

CD-Rom vai mostrar aos estudantes história das vítimas da ditadura

É importante perceber que a discussão está voltando à baila. Este passado não pode ser simplesmente esquecido, porque ainda há muitas questões pendentes e não esclarecidas envolvendo este período.

Só por meio da verdade pode haver a verdadeira reconciliação nacional.

Edilson.

11/12/2010
 
A história de 394 mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985) será conhecida dos estudantes do ensino médio de todo o Brasil. O relato está em um CD-ROM, elaborado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que será distribuído pelo governo federal para oito mil escolas públicas.
Montado a partir dos arquivos do projeto Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e outros documentos e com o apoio do Ministério da Educação (MEC), o CD-ROM conterá mais do que a biografia dos perseguidos políticos. Abordará também a criatividade da cultura brasileira no períodoque vai de 1962 a 1985.
Trezentas canções - Através do material, professores e estudantes conhecerão melhor o contexto histórico e cultural do período com acesso a quatro mil fotografias e ilustrações. E mais trechos de 300 canções e filmes que remetem o espectador/ouvinte para uma viagem no tempo circulando por três décadas da história do país, desde o governo constitucional de João Goulart, passando pelo golpe militar, a consolidação do autoritarismo até o retorno da democracia.
Na abertura, o CD-ROM exibe as fotos das pessoas assassinadas pela repressão ou que ainda estão desaparecidas. Quando se passa o mouse sobre o retrato, é possível identificar nome e data da morte ou do desaparecimento. Quando se clica em cima da imagem, a foto se amplia e, ao lado, surgem cenas de acontecimentos políticos contemporâneos, nacionais ou internacionais, capas de discos, livros e outras, sempre acompanhadas da descrição daquele momento histórico.
“Uma batalha ganha” - “Essa juventude de hoje não conhece os anos difíceis que o país passou”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, da Educação, nesta sexta-feira, em Brasília, durante o lançamento do CD-ROM que, para ele, “será festejado como um instrumento de transformação”. E reparou que “democracia se apropria com a cultura”. O ministro Paulo Vannuchi , da SDH, registrou que a experiência é “absolutamente pioneira” em termos de projetos de memória.
O trabalho foi coordenado pela professora Heloisa Starling, do departamento de história da UFMG, e contou com a participação de 15 estudantes de várias áreas. Agora, o projeto irá para a internet através de um site a ser desenvolvido pela universidade mineira. Heloisa Starling definiu a tarefa desenvolvida como “uma batalha ganha” na recuperação da memória da época da ditadura.

Fonte: Brasília Confidencial com Agência Brasil

Falsos e-mails de bancos e órgãos públicos - Denuncie à Polícia Federal

Se você receber algum e-mail suspeito de banco ou de algum órgão governamental, especialmente solicitando clicar em links ou o fornecimento de dados pessoais, tome cuidado, pois bancos e órgãos do governo não costumam enviar e-mails aos seus clientes e usuários. Neste caso, denuncie à Polícia Federal, que tem um departamento especializado em crimes pela internet.

Leia o alerta abaixo, divulgado pela Polícia Federal:

POLÍCIA FEDERAL ALERTA PARA E-MAILS MALICIOSOS

BRASÍLIA/DF – A Polícia Federal alerta os internautas que, nas últimas semanas, estão sendo enviadas mensagens eletrônicas em nome do órgão. As falsas mensagens informam que o usuário teria navegado por sites clandestinos e que isso resultaria na abertura de inquérito policial. Depois há um pedido para "clicar" em um link anexado a mensagem.

A Polícia Federal não envia mensagens eletrônicas para apuração de denúncias e nem para abertura de investigação. O único meio de contato com a Polícia Federal é por meio do endereço
dcs@dpf.gov.br da Divisão de Comunicação Social, usado para o encaminhamento de dúvidas, reclamações e sugestões.

Portanto, ao receber a mensagem suspeita, orientamos que ela seja encaminhada para o endereço crime.internet@dpf.gov.br e logo em seguida apagada.

por Divisão de Comunicação Social (61) 2024-8142 (www.dpf.gov.br/dcs).

Fonte: http://www.dpf.gov.br/

domingo, 12 de dezembro de 2010

Procura por desaparecidos políticos será retomada em 2011

Amigos,

A notícia que publico abaixo renova minhas esperanças, pois tenho um irmão desaparecido exatamente nesse período, mais precisamente no ano de 1968. O nome dele "é" Oldack Leoncio Soares. Pretendo procurar as autoridades e pessoas ligadas a organizações sociais que atuam na busca da verdade referente a este período para tentar obter informações sobre ele.

Na verdade  nem tenho certeza se meu irmão participou ou não do movimento de resistência à ditadura militar, pois eu tinha apenas 4 anos e os demais membros de minha família não eram muito politizados. Além disso, os militantes daquele tempo escondiam suas atividades da família para não colocá-los em risco.

O que sei é que ele sumiu exatamente no auge dos anos de chumbo e nunca apareceu qualquer notícia ou vestígio dele, apesar de minha mãe ter procurado a imprensa, hospitais, polícia e até místicos em busca de informações ou esperança, sem qualquer sucesso.

Sinto que tenho esta dívida para com ela e para com meu irmão. Assim, se alguém que me lê puder me dar qualquer informação a respeito, serei eternamente grato.

Edilson.

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Da Agência Brasília Confidencial:

06/12/2010
Eliaria Andrade - O Globo
Após 25 dias de trabalho neste mês e no anterior, a equipe que procura as ossadas de desaparecidos políticos no cemitério de Vila Formosa, em São Paulo/SP, suspendeu a busca. Mas a procura será retomada em 2011, a partir do dia 14 de fevereiro.
O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, está apelando aos militares e civis que participaram da repressão durante a ditadura militar (1964-1985) para que revelem, mesmo sob anonimato, onde estão os restos mortais dos desaparecidos políticos ou o que fizeram com os corpos. “Isso tudo é como buscar agulha no palheiro, porque a questão chave nós não conseguimos resolver ainda, que é convencer as pessoas que participaram da repressão a contar (onde estão os restos mortais)”, disse Vannuchi na semana passada.
Com a eventual cooperação de agentes, torturadores ou colaboradores da ditadura militar será possível saber se há corpos que foram, por exemplo, mutilados ou jogados no mar. Em todos estes casos, os familiares não receberam os despojos e não puderam enterrar seus parentes.
Exame de DNA - No cemitério de Vila Formosa, enterradas há cerca de 40 anos, as possíveis ossadas de desaparecidos estão muito decompostas. Milhares de outros restos humanos foram jogados sobre elas, deixando-as “em uma espécie de pasta”.
Nas buscas recém interrompidas, a Polícia Federal encontrou dentes e fragmentos de ossos que seriam de Sérgio Corrêa, membro da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Correa morreu em setembro de 1969, vítima de uma explosão na rua da Consolação, centro da capital paulista, e foi sepultado como indigente. Ainda neste mês, o Instituto Médico Legal, de São Paulo, analisará o material coletado. Será submetido à antropometria forense – comparação de dados – e depois exame de DNA.
Mentalidade antidemocrática - Nas futuras buscas, o principal objetivo serão os restos de Virgílio Gomes da Silva. Também da ALN, onde usava o codinome Jonas, liderou o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969. Bem sucedida, a operação desencadeou uma grande represália dos órgãos de repressão. Jonas foi preso no dia 29 de setembro do mesmo ano. Segundo relata o livro “Direito à Memória e à Verdade”, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, ele morreu 12 horas após ser preso. Seu laudo médico descreve equimoses, hematomas e fraturas – entre elas o afundamento do crânio – por todo o corpo.
Na opinião de Vanucchi, o país não concluirá o processo de reconciliação democrática enquanto as famílias não souberem o que ocorreu com seus entes queridos. “Infelizmente, há ainda uma mentalidade raivosa, de ódio e de torturadores e de comandantes de torturadores que não fizeram a conversão à vida democrática”, disse. O levantamento da Secretaria de Direitos  Humanos registra os nomes de 383 esaparecidos durante a ditadura.
As razões da busca – Os argumentos para persistir na procura das ossadas das vítimas do regime militar estão na Diretriz 22, do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Um deles reside na necessidade de “assegurar às famílias o exercício do direito sagrado de prantear seus entes queridos e promover os ritos funerais, sem os quais desaparece a certeza da morte e se perpetua angústia que equivale a nova forma de tortura”. Observa-se ainda que os jovens tem o direito de conhecer o que se passou nos anos de chumbo.
“A história que não é transmitida de geração a geração – diz o documento — torna-se esquecida e silenciada”. E prossegue: “O silêncio e o esquecimento das barbáries geram graves lacunas na experiência coletiva de construção da identidade nacional.” Acentua que “resgatando a memória e a verdade, o país adquire consciência superior sobre sua própria identidade, a democracia se fortalece. As tentações totalitárias são neutralizadas e crescem as possibilidades de erradicação definitiva de alguns resquícios daquele período sombrio, como a tortura, por exemplo, ainda persistente no cotidiano brasileiro”.
Calcula-se que 50 mil pessoas foram presas somente nos primeiros meses de 1964. Cerca de 20 mil foram torturadas. Houve milhares de prisões políticas não registradas, 130 banimentos e 4.862 cassações de mandatos políticos.
Fonte: Brasília Confidencial

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A partir de hoje, farmácias só vendem antibióticos com receita

As novas regras para venda de antibióticos entram em vigor nesta segunda-feira. A partir de hoje, farmácias e drogarias só poderão vender esses medicamentos com receita de “controle especial” em duas vias. A primeira via ficará retida no estabelecimento e a segunda deverá ser devolvida ao paciente com carimbo para comprovar o atendimento. As receitas também terão um novo prazo de validade: dez dias.

Os médicos devem estar atentos para a necessidade de entrega – de forma legível e sem rasuras – de duas vias do receituário aos pacientes. As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que tem uso exclusivo no ambiente hospitalar. O objetivo da Anvisa, ao ampliar o controle sobre esses produtos, é contribuir para a redução da resistência bacteriana na comunidade brasileira.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. Só no Brasil, o comércio de antibióticos movimentou, no ano passado, cerca de R$ 1,6 bilhão, de acordo com relatório do Instituto de Serviços de Marketing Intercontinental (IMS Health).

Fonte: Brasília Confidencial

sábado, 6 de novembro de 2010

Maratona de Toronto - Fotos

Eu até agora não tive tempo de ilustrar os diários da última viagem com fotos. Agora estou começando a organizar as fotos para fazer isto.

Como uma prévia, aí vão algumas das fotos tiradas pela organização da Maratona de Toronto, na qual corri o último km junto com Marinês, aproveitando que a fiscalização da prova não era muito rígida, talvez por não ter tanta gente como nas maratonas maiores (Nova York, Berlim, Londres, etc.).

A pose tradicional

Voando na pista

Chegando juntos
 

  
Na linha de chegada - Parando o cronômetro

A família comemora reunida - Só faltou a Bina, que não conseguiu acompanhar.
Luísa filmou a chegada toda

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O OVO (GORADO) DA SERPENTE

O texto abaixo mostra que a campanha preconceituosa dos paulistas contra os nordestinos é bem anterior ao resultado das eleições.

O OVO (GORADO) DA SERPENTE, por Lira Neto

Texto publicado originalmente no Diário do Nordeste, em 16 de julho de 2010.

O nome dela é Fabiana. Em seu lacônico perfil na internet, ela não nos revela o sobrenome. Mas se diz "nascida e criada em São Paulo, filha e neta de paulistas". Informa-nos também, com idêntico orgulho: "Crescida na capital, com vínculos com o interior". Fabiana, que se assume uma "iniciante em temas como cultura e autodeterminação há cerca de dois anos", é moderadora do blog "São Paulo para os paulistas".

Os anônimos idealizadores do blog, dias atrás, despejaram na rede uma petição às autoridades e à sociedade paulista. Até o instante em que garatujo este texto, 471 indivíduos - supostamente todos membros de quatrocentonas estirpes de Piratininga - adicionaram o nome ao documento. Pena que boa parte dos signatários adote o exemplo de Fabiana e não nos consinta conhecer os sobrenomes, o que nos impede de conferir-lhes até onde vai a integridade dos galhos de sua venerável árvore genealógica.

"São Paulo é grandioso, nossos antepassados trabalharam para isso", gaba-se o manifesto. "Não se deve permitir que outros se apoderem do que é nosso", defendem os autores da briosa petição. "Todo local ao nosso redor está infestado de migrantes", escandalizam-se. "Nas ruas, ônibus, supermercados, parques, todos os postos tomados. Ao adentrar em um comércio, todos os funcionários são migrantes. Isto é um extermínio cultural inadmissível", protestam, quiçá tapando o nariz, provavelmente arrebitado.

Por falar em extermínio, a repulsa de Fabiana e seus camaradas nessa cruzada moral e cívica não é contra a migração em geral, mas contra uma espécie peculiar de migrante. Em relação aos estrangeiros, por exemplo, nada têm a objetar. "Estes ajudaram a construir São Paulo", acreditam. Mas "repugnamos o ´R´ gutural, vogais abertas, as expressões ´ôxe´, etc.", particularizam.

Consideram falácia a afirmação de que São Paulo foi construída pelo braço nordestino. Até os anos 50, imaginam, a presença de migrantes do Nordeste teria sido "irrisória" para o estado. "As fotos e filmagens do período atestam o perfil da população", afiançam, demonstrando um rigor histórico capaz de fazer o ectoplasma de Plínio Salgado dar pinotes de vergonha. "São Paulo não optou por esta mão-de-obra. Em sua ausência, seria substituída", alegam. "E com melhor qualidade", asseguram.

Os idealizadores do manifesto repudiam a pecha de racistas que, presumem, desabará sobre suas afiladas cabeças: "Não existem culturas superiores ou inferiores. Respeitamos todas as culturas", declaram. "Exigimos que respeitem a nossa, agredida pela migração", ressalvam. "A cultura migrante caracteriza-se por ser agressiva, violenta, simbolizada no fato de ter como seu herói a figura de um cangaceiro". Com base em uma lógica escalafobética, deduzem: "Daí a alta taxa de criminalidade cometida por migrantes em São Paulo".

Os verdadeiros preconceituosos, raciocinam os companheiros da altiva Fabiana, somos nós, os próprios migrantes. "Preconceito é invadir a terra alheia, prejulgando que pode jogar lixo nela, apoderar-se, impor cultura e costumes, ouvir seus ritmos, falar alto em ônibus", revoltam-se os polidos signatários. "Preconceito é o ato de, sendo intruso, negar o direito ao dono da casa de se manifestar", sofismam, evocando o sagrado princípio da livre expressão. "Esclarecemos que não se possui absolutamente nenhuma animosidade contra aqueles que estão em sua terra", explicam. Estará tudo bem, desde que os nordestinos "façam arruaças em suas terras de origem". E advertem: "São Paulo não é filial do Nordeste".

Os digníssimos que assinam o manifesto denunciam uma "vitimação" orquestrada por nordestinos. "Migrantes fazem-se de vítima" para disfarçar a "cobiça de tomar o que é do outro". O argumento remete ao horror antissemita, mas os 471 confrades de Fabiana refutam qualquer hipótese de serem confundidos com nazistas, fascistas, skinheads e afins.

"Não compactuamos com idéias ilegais, clandestinas, desumanas ou intolerantes", juram, para afirmar que não estão amparados em "conceitos prévios", mas em "fatos" concretos. Queixam-se, por exemplo, de que "a quase totalidade dos serviços públicos de São Paulo são para usufruto de outras culturas": postos de saúde, transporte, atendimentos de emergência, assistência social. Como se não bastasse, "migrantes tomam vagas de nossas crianças nas escolas e creches, aumentam a demanda por merenda". Sentindo-se ultrajados, proclamam: "É hora do povo paulista ser menos altruísta".

A pobreza histórica do Nordeste, avalia o manifesto, seria fruto do gosto atávico dos nordestinos pela folia. "Festas juninas interrompem o trabalho por um mês. Há os carnavais fora de época, intermináveis. Enquanto isso, o paulista esgota-se no trabalho".

Como solução final para a "migração predatória", propõem às autoridades medidas radicais. Uma delas, a suspensão de todo e qualquer benefício público a migrantes, incluindo hospitais, escolas, metrôs e creches. Querem multas para empresas que contratem temporários migrantes mas que não providenciem a sua devida "devolução". Concursos públicos seriam vedados a migrantes. O ofício de professor, idem. "O baixo desempenho do estado nos indicadores nacionais são devidos aos migrantes", justificam, aliás, patinando na gramática.

Por fim, solicitam a demolição do Monumento ao Migrante Nordestino e a proibição dos Centros de Tradições Nordestinas no estado. "Repudiamos qualquer tipo de evento à cultura migrante com verbas públicas", bradam. "Tenta-se vender a ideia de que São Paulo é terra sem dono, casa-da-mãe-joana", deploram. "Nossa praças não são locais de rodas de forró", reclamam. "São Paulo para os paulistas!", exigem os 471 gatos pingados, patética e burlesca minoria em uma terra arrebatadora e generosa. Trágico, não fosse tão cômico.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Não ao terceiro turno

Da Agência Brasília Confidencial:

    Parcela minoritária e barulhenta de derrotados nas urnas reagiu ao resultado da disputa pela Presidência da República como se fosse passível de desmerecimento, contestação e enfrentamento a decisão majoritária de tornar Dilma Rousseff a sucessora do presidente Lula. Essa parcela reagiu, enfim, como quem inaugura ou pretende inaugurar uma espécie de terceiro turno imprevisto pela legislação, indesejado pela população, insultuoso ao eleitorado e improdutivo para o país.

    A ideia de iniciar um terceiro turno se evidencia na edição de ontem dos principais diários impressos do país. Começa na informação de que, antes mesmo de começar, o Governo Dilma já vive sua primeira crise causada pela presença explícita ou pela sombra ameaçadora de Lula, que seria candidato à Presidência em 2014. O terceiro turno se insinua também entre o receio de que Lula interfira no governo, tutelando Dilma, e o medo de que não faça isso e deixe o caminho livre para a hegemonia da esquerda do PT. É deflagrado também, o terceiro turno, no pavor provocado pela maioria de praticamente três quintos no Congresso, que poderia dar a Dilma força suficiente para legislar conforme bem quisesse.

    O segmento da mídia que orienta os partidos de oposição participa da tentativa de inaugurar o terceiro turno com o mesmo método jornalístico adotado desde o primeiro semestre do ano passado: textos, comentários, notas e artigos que depreciam Dilma tentando reduzí-la a uma figura influenciável e manipulável. Desmereceram a candidata, agora desmerecem a presidente eleita e, desde já, seu futuro governo.

    A motivação da imprensa aliada aos partidos de oposição antecede a ideia de golpe. Os jornais acreditam representar o pedaço do Brasil que rejeitou Dilma.

    Dilma foi eleita pelo Brasil setentrional. A oposição é o Brasil meridional. É verdade que Dilma fez muito mais votos na parte Sul do que Serra obteve na parte Norte. Mas ela perdeu entre os ‘sulistas ou ‘confederados’, que formam o Brasil da mídia. O Brasil de Dilma é o Brasil sem mídia. E o terceiro turno é, a par de um desejo de facções partidárias oposicionistas, uma tentativa da imprensa mais poderosa do Brasil meridional de expulsar para o Brasil setentrional a candidata e futura presidente dos pobres, dos excluídos, dos desvalidos, dos discriminados, dos trabalhadores, da classe operária.

    Até aqui, Dilma mostrou que é muito maior do que se dizia dela no início da campanha. Mostrou que é capaz de traduzir perfeitamente a ideia da eficiência e da continuidade de um projeto bem sucedido e aprovado. Venceu a campanha eleitoral mais sórdida, repugnante e infame da história republicana. Venceu uma oposição torpe e uma imprensa indecente. E, no primeiro discurso de presidente eleita, estendeu a mão aos adversários propondo trabalho e união pelo país.

    A deflagração do terceiro turno para o período 2011/2014 equivale ao anúncio de, no mínimo, mais de 1.400 dias de campanha e de confronto. Com certeza, não é o que quer e muito menos é de que precisa o povo do Brasil.

domingo, 31 de outubro de 2010

A semana em que as elites perderam a noção

por Antonio Martins, no site Outras Palavras:

Como a velha mídia manipulou imagens e fatos, para tentar forçar a vitória de Serra. O papel da blogosfera na desmontagem da farsa e a necessidade de uma democratização radical das comunicações
(Este artigo é a primeira parte do Dossiê Globogate: veja ao final links para outros textos)
A esta altura, restam muito poucas dúvidas: tudo indica que também o vídeo da suposta “segunda agressão” a José Serra no bairro carioca de Campo Grande (20/10) foi manipulado pela Rede Globo. Denunciada mundialmente no Twitter, na sexta-feira (22/10), após a aparição de análises que demonstram fusão falsificadora de imagens, a emissora não procurou se defender, nas edições seguintes do Jornal Nacional. Sua redação paulista fora palco, na véspera, de uma cena insólita. Os próprios jornalistas vaiaram a “edição” das cenas em que o candidato do PSDB é atingido por um rolo de fita adesiva, materializado do nada. (leia relato de Rodrigo Vianna). Na madrugada posterior às denúncias de fraude (23h09 de 22/10), o site da Globo exibiu discretamente uma nota do “perito” “Ricardo Molina. Redigido depois que os sinais de fusão fraudulenta de imagens tornaram-se evidentes, o texto procura, em essência isentar a emissora em investigações futuras sobre falsificação. Molina alega que analisou material “encontrado na internet” (veja análise de CDM, no Blog do Nassif).
À medida em que a primeira certeza se consolida, começa a se desenhar uma segunda. A provável manipulação de imagens não foi um fato isolado. Ela articula-se com outro assunto que dominou o noticiário da velha mídia esta semana. Vazaram os depoimentos que o jornalista Amaury Ribeiro prestou à Polícia Federal, no inquérito sobre a quebra dos sigilos fiscais de Verônica Serra e outros expoentes do PSDB. O processo corre em sigilo de justiça. Porém, por serem parte envolvida, os advogados de Eduardo Jorge Caldas, ex-tesoureiro de campanha do partido, pediram, através de liminar, acesso às peças. São a fonte óbvia da inacreditável sequência de matérias publicadas, também a partir de 22/10, pela Folha de S.Paulo e Jornal Nacional.
Aqui, já não se trata, como se verá no terceiro texto desta série, de manipulação de imagens – mas de substituição explícita do jornalismo pelo panfleto partidário. Tendo acesso exclusivo ao depoimento de Amary Ribeiro, a Folha e o JN esconderam de seus leitores uma série assombrosa de informações ou pistas de grande relevância. Preferiram destacar em manchete, durante quatro dias, uma penca de ninharias, pinçadas com claro intuito de servir à campanha de José Serra. A tentativa foi reforçada pela edição de Veja que circula este fim-de-semana.
Iniciado na quarta-feira – poucas horas, portanto, depois de o candidato tucano comparecer à Globo para uma entrevista ao vivo no Jornal Nacional – o movimento inclui sinais de ataque flagrante ao direito à informação, praticado por empresas que se beneficiam de concessão e pesados subsídios públicos. Foi, provavelmente, concebido para desencadear, a onze dias do pleito, a última tentativa de vitória do candidato conservador, numa disputa em que está em jogo, também, o destino das reservas do Pré-Sal.
A força da velha mídia chocou-se, porém, com a rebeldia da internet. Entre quarta e sexta-feira, as manipulações imagéticas e factuais foram desfeitas por uma rede – auto-organizada e informal, porém muito potente – de busca e difusão da verdade. Personagens quase-anônimos desmontaram, com inteligência e conhecimento, as tentativas da Globo de fabricar a “agressão” a Serra. Jornalistas como Luís Nassif demonstraram o caráter partidista das “reportagens” da Folha. Graças ao Twitter e ao Facebook, cada nova descoberta era retransmitida instantaneamente por milhares de pessoas, o que estimulava novas investigações.
No momento em que este texto é concluído, a batalha não está decidida. O contra-ataque da blogosfera – reforçado por uma fala corajosa, de Lula, denunciando a farsa pró-Serra (na quinta-feira, 21/10) – amedrontou temporariamente a Rede Globo, a Folha e a própria campanha do PSDB. Desde sexta à noite, quando difundiram-se os vídeos que desmentiam o Jornal Nacional, a investida refluiu. O recuo, a esta altura, pode ter sido fatal para as Serra. Após as eleições será indispensável investigar o episódio da semana passada. A depender da mobilização social, ele poderá ser conhecido, no futuro, como o GloboGate. Ou o momento em que o setor mais conservador das elites brasileiras abusou descontroladamente do controle que exerce sobre a mídia, a ponto de provocar, como resposta, um amplo movimento pela democratização das comunicações.

Este texto é a primeira parte do Dossiê GloboGate.

Vídeo: Serra não, mamãe


http://www.youtube.com/watch?v=Y2ddB4sbZyc

Charge: Ajudinha (Claudius)

Mulheres reagem a pedido de Serra para convencer pretendentes

Do Correio do Brasil:

28/10/2010 21:04,  Por Redação, do Rio de Janeiro

Serra realizará caminhada na Zona Sul do Rio, neste domingo
Serra falou a uma plateia em Minas
O candidato tucano, José Serra, gerou uma nova onda de protestos na internet, no início da noite desta quinta-feira, por parte das mulheres que se sentiram ofendidas com o pedido do candidato, feito no encerramento do discurso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para uma plateia de cabos eleitorais e convidados. Ele apelou para que para as “meninas bonitas” busquem convencer os seus pretendentes masculinos a votar nele, principalmente na internet.
– Quero me concentrar agora no que vamos fazer até domingo. Temos que não apenas votar, temos que ganhar voto de quem está indeciso, voto de quem não está ainda muito decidido do outro lado – argumentou o candidato.
Segundo o candidato tucano, mulheres bonitas têm mais condições de cabalar votos para a aliança da direita.
– Se é menina bonita, tem que ganhar 15 (votos). É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45 – completou.
A proposta caiu mal para as mulheres brasileiras que, no Twitter, alçaram o primeiro lugar nos trends (assuntos mais debatidos nas redes sociais) nacionais e terceiro lugar, em nível mundial, com as mensagens de protesto contra o candidato.
“Sou mineira e bonita, mas não tenho tenho vocação pra trabalho de bordel”, escreveu @fiz_mesmo, seguida de @velvetinha: “Credo, o Serra é antigo, que ideia mais triste, gente. Ele imagina as meninas coqueteando para ganhar votos. Perai, vou ali vomitar”.
Os protestos foram rastreados pela tag #serracafetao, que chegou ao terceiro lugar em nível mundial, no início da noite. O internauta @emrsn ponderou que “por muito menos o Ciro foi mega desacreditado pela imprensa”, e @purafor pergunta se esta seria uma proposta do candidato para se criar “um bordel a nível nacional”. Enquanto isso, @rodrigonc, que não deve passar dos 14 anos, aproveita para entrar na discussão, “só avisando às meninas bonitas do Twitter: podem me mandar DM (mensagem direta, na tradução do inglês) que a gente já pode negociar esse voto”.
O internauta @luisfelipesilva acirra o debate ao constatar que “não tem profissão mais ingrata do que ser marketeiro do Serra, haja gafe…”, mas coube à internauta @alessandra_st colocar o tom do protesto: “Serra desvaloriza a mulher e subestima eleitorado feminino em MG”, concluiu.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bispo de Caçador (SC) comenta o discurso do Papa.

Já havia lido o discurso do Papa Bento XVI, aos Bispos do Maranhão, em visita ad limina apostolorum. Muito interessante o discurso do Papa. Ele não pode deixar de cumprir sua missão de Pastor Universal, exortando o Povo de Deus, especialmente no que diz respeito à defesa da VIDA.

O Santo Padre foi muito oportuno e feliz nas suas colocações, porque o Estado Brasileiro é laico, mas seu povo é religioso, e isto precisa ser respeitado. Quando digo que o povo é religioso é porque está disposto a fazer a Vontade de Deus e não somente dizer: Senhor, Senhor..., como às vezes se pretende, de maneira especial dentro da própria Igreja. Existem facções sociais, políticas e religiosas especializadas em fazer lavagem cerebral, deixando as pessoas sem convicções, mas com obsessões, e com a consciência invencivelmente errônea. Ficam semelhantes aos grãos de pipoca que levados ao fogo não estouram, e com mais fogo, mais duros ficam. Tornam-se donas da “verdade” (cf. http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp). Estão até manipulando o texto do Papa, para justificar a sede do poder.
É a Vontade de Deus que nos salva e não a nossa, e sobre isto precisamos sempre nos exortar mutuamente, como diz o Apóstolo São Paulo. Portanto, que nossa fé seja sempre vivificada pela mútua exortação. Pode ocorrer de nos esquecermos que somos todos peregrinos caminhando para a Casa do Pai, e quando lá chegarmos, poderemos ouvir de Jesus o seguinte: “Afastai-vos de mim, vos que praticastes a injustiça, a maldade” (Lc13,27). Creio que ninguém vai querer ouvir isto naquela hora. Seu passaporte está em dia?  Pode ter certeza de que a eternidade existe... Assim, busquemos alimentar nossa fé, sem esquecer, como diz o Papa, que ela deve implicar na política. A fé sem obras é morta, diz a Escritura Sagrada. E uma das obras que deve provir da fé, é o nosso voto consciente em pessoas que vão governar para o bem comum, respeitando a vida em todas as suas etapas e dimensões.

No mesmo dia em que li o discurso do Papa, assistindo ao telejornal, à noite, escutei o pronunciamento da candidata e do candidato à presidência do Brasil a respeito do discurso do Papa. Ambos concordaram com as Palavras do Papa, dizendo que é missão dele exortar para uma vida coerente com os valores da fé e da moral, e que as palavras do Papa valem para todas as pessoas de fé, no mundo inteiro.

O Papa falou, também, que o voto deve estar a serviço da construção de uma sociedade justa e fraterna, defensora vida.

Como Bispo da Igreja Católica, e como cidadão brasileiro, fico feliz por saber que nosso Presidente tem defendido a vida, e sempre se pronunciou contra o aborto. Nesses últimos anos o Brasil tem crescido e melhorado em todos os aspectos, de maneira especial no respeito à vida e a valorização da dignidade humana. Esta é a Vontade de Deus! E as pessoas, em plena posse de suas faculdades mentais, vão reconhecer esta verdade.

Nosso país está em pleno desenvolvimento e assim queremos continuar e, depois de 500 anos, nosso povo quer eleger, pela primeira vez, uma mulher que tem compromisso com a vida e provou isso com sua própria vida. Como? Ela não fugiu para o exterior durante a ditadura, mas a enfrentou com garra e, por isso, foi presa e torturada. Ela queria um país livre, e que todas as pessoas pudessem viver sem medo de serem felizes, vencendo a mentira e o ódio com a verdade e o amor, servindo aos ideais de liberdade e justiça, com sua própria vida. Disse Jesus: “Ninguém tem maior amor do aquele que dá a própria vida pelos irmãos” (Jo 15,13).

Obrigado Santo Padre por suas sábias palavras! A Dilma é a resposta para as nossas inquietações a respeito da vida. Quem sofreu nos porões da ditadura, não mata. Mas teve gente que matou a vida no seu ventre para fugir da ditadura, e portanto não deveria se comportar como os  fariseus, que jogam pedras, sabendo-se pecadores. E Jesus disse: “Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, e quem entregar sua vida por causa de mim, vai salvá-la”(Mt 10,39)

Vamos fazer o nosso Brasil avançar ainda mais, com Dilma, que já provou ser coerente, competente e comprometida com a VIDA. O dragão devastador não pode voltar ao poder.
Deus abençoe os leitores e eleitores, governos e governados. Saúde e paz a todos (as)!

Tudo o que você me desejar, eu lhe desejo cem vezes mais. Obrigado.

Caçador, 28 de outubro de 2010

Dom Luiz Carlos Eccel
Bispo Diocesano de Caçador

Quem é Serra (Depoimento de um ex-técnico do Ministério da Saúde)

"Minha experiência de trabalho com o ministro José Serra:

Sou Helvécio Bueno, 57 anos, nascido em São Gotardo – MG, morei em Belo Horizonte de 1961 a 1971 e, desde 1972 moro em Brasília. Formei em medicina pela Universidade de Brasília – UnB, fiz especialização em saúde pública e administração de sistemas de saúde e sou mestre em saúde coletiva.

Entrei para a Secretaria de Saúde do DF em 1982. Na SES-DF fui médico sanitarista do Centro de Saúde n° 4 de Taguatinga – CST4, depois da Coordenação de Saúde da Comunidade, em seguida Chefe do CST4 e vice diretor do Hospital Regional de Taguatinga – HRT.

Em 1985 fui convidado para trabalhar no Ministério da Saúde - MS como técnico do Grupo de Trabalho para a Erradicação da Poliomielite no Brasil – GT Pólio. Trabalhei no MS de 1985 a 1999. Foram quase 15 anos e nesse período convivi com os seguintes ministros da saúde:



1 Carlos Corrêa de Menezes Sant'anna     15 de março de 1985           13 de fevereiro de 1986            José Sarney
2 Roberto Figueira Santos                          14 de fevereiro de 1986       23 de novembro de 1987
3 Luiz Carlos Borges da Silveira                 23 de novembro de 1987     15 de janeiro de 1989
4 Seigo Tsuzuki                                           16 de janeiro de 1989           14 de março de 1990
5 Alceni Guerra                                           15 de março de 1990            23 de janeiro de 1992           F.  Collor de Mello
6 José Goldemberg                                      24 de janeiro de 1992          12 de fevereiro de 1992
7 Adib Jatene                                               12 de fevereiro de 1992        2 de outubro de 1992
                                                                       8 de outubro de 1992         29 de dezembro de 1992
8 Jamil Haddad                                             29 de dezembro de 1992      18 de agosto de 1993           Itamar Franco
9 Saulo Moreira                                            19 de agosto de 1993           30 de agosto de 1993
10 Henrique Santillo                                     30 de agosto de 1993              1 de janeiro de 1995
11 Adib Jatene                                              1 de janeiro de 1995               6 de novembro de 1996           FHC
12 José Carlos Seixas                                   6 de novembro de 1996       13 de dezembro de 1996
13 Carlos Albuquerque                                13 de dezembro de 1996       31 de março de 1998
14 José Serra                                              31 de março de 1998             20 de fevereiro de 2002
Nesses anos tive a oportunidade de ser o Coordenador do GTPólio e acompanhar o último caso desta doença ocorrido no Brasil; a seguir, como 1º diretor do Departamento de Operações da Fundação Nacional de Saúde – DEOPE/FUNASA pude coordenar a criação do Programa Nacional de Agentes Comunitários de Saúde – PNACS (depois mudado para PACS) e, do Programa Nacional de Parteiras Tradicionais – PNPT (descontinuado na gestão seguinte). Em 1991/1992 participei da reestrutração, por meio de empréstimos junto ao Banco Mundial, do Programa Nacional de Controle das DST/Aids – PN DST/Aids onde fui o 1° Chefe da Unidade de Controle das DST e posteriormente Chefe da Unidade de Assistência à Aids (o PN DST/Aids foi criado em 1985 na gestão do ministro Carlos Santana).

Em 1996 foi criada, no MS, a Secretaria de Políticas de Saúde da qual fui convidado para ser o 1º diretor do Departamento de Avaliação de Políticas de Saúde e depois, em 1998, diretor do Departamento de Informação em Saúde. Nesse período, participei da criação, em conjunto com a Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS e fui o 1° coordenador da secretaria técnica da Rede Interagencial de Informações para a Saúde – RIPSA e, junto com o DATASUS, da Rede Nacional de Informações em Saúde – RNIS. 

Aí assumiu o MS o ministro José Serra.

Meu 1º contato com o então ministro José Serra ocorreu da seguinte maneira: eu estava participando de uma reunião com todo o 1º escalão do MS na sala de reunião, ao lado do gabinete do ministro, que não se encontrava. A reunião era conduzida pelo Chefe de Gabinete. Depois de uma hora e meia de reunião, no momento em que falava o Secretário de Políticas de Saúde, o ministro Serra entrou na sala, não cumprimentou ninguém, interrompendo o palestrante, sem pedir licença, perguntou ao Chefe de Gabinete o que ele, Serra, precisava saber do que já havia ocorrido naquela reunião. Pegou o Chefe de Gabinete pelo braço e levou-o para seu gabinete deixando seu 1° escalão e alguns convidados sem dirigir-lhes uma única palavra. Essa era a forma com que tratava seus subordinados, o sorriso só aparecia na presença da mídia.

Porém, o mais importante e demonstrativo de seu caráter, foi quando, após 1 ano de sua posse, o ministro Serra solicitou uma avaliação da situação de saúde do país e, quando apresentei, entre outros dados, o aumento da mortalidade infantil na região nordeste ele simplesmente disse: “esta informação não pode sair deste ministério”. Foi quando, em setembro de 1999, pedi demissão do cargo que ocupava no MS.

Além disso, o candidato Serra diz, em sua propagando política, que criou o Programa de Aids e o medicamento genérico. O programa de Aids foi criado pelo ministro Carlos Santana em 1985 e reestruturado, ganhando dimensão internacional, em 1992, na gestão do ministro Adib Jatene; já o genérico foi criado em abril de 1993 pelo ministro Jamil Haddad, durante o governo de Itamar Franco.

Destes 14 ministros, com os quais convivi, destaco pela relevância do trabalho em prol da saúde da população brasileira o ministro Adib Jatene, Henrique Santillo e Carlos Albuquerque.

Se trago este depoimento é unicamente pela preocupação com o destino da maior parte da população brasileira que necessita continuar a melhorar sua qualidade de vida, não só de sobrevivência, mas de cidadania. Toda minha vida profissional, como médico sanitarista, foi dedicada à saúde pública, mas nunca me filiei a nenhum partido político, pois isso me dá a independência necessária para criticar quem precisa e elogiar só quem merece.
Brasília – DF, 20 de outubro de 2010.
Helvécio Bueno"

Vejam a reportagem da Rede Brasil Atual, com a repercussão da carta acima no link a seguir:

Ex-diretor da Saúde relata ocultação de dados durante gestão de Serra

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Samba da Bolinha de Papel

O caso bola-de-papel-gate acabou em samba. O carioca não perde o bom humor e muito menos deixa o samba morrer. (do Blog do Miro)


Bolinha de Papel (Tantinho da Mangueira e Serginho Procópio)

Deixa de ser enganador
pois bolinha de papel
não fere e nem causa dor

Um homem forte
de tamanho natural
Como pode uma bolinha
lhe mandar pro hospital?

O factóide ao perceber que perdeu
Entra sempre em desespero
Foi o que aconteceu!

Deixa de ser enganador
pois bolinha de papel
não fere e nem causa dor

Cara de pau
sempre existiu por ai
Uma bola de papel
lhe mandar pro CTI

Me engana!,
Já diz a rapaziada
Foi sentir 20 minutos
após levar a bolada

Deixa de ser enganador
pois bolinha de papel
não fere e nem causa dor

É bom que saibam
que não estamos em guerra
Que em 31 de outubro
esta história se encerra

Pra aparecer,
Pede, que a turma te filma!
Um homem deste tamanho
Com Tanto medo da Dilma!

Marina condena uso de seu nome em falso apoio a Serra

Do Site Terra:

A senadora e candidata derrotada à presidência da República, Marina Silva (PV-AC), criticou nesta quarta-feira (27) setores do PSDB que, segundo o PV, promoveram iniciativas fraudulentas ao envolvê-la em ações de apoio à candidatura tucana de José Serra. "Não usem meu nome para o vale-tudo eleitoral", afirmou a senadora, de acordo com informações de sua assessoria de imprensa.
"Os quase 20 milhões de brasileiros que endossaram meu projeto e o de Guilherme Leal no primeiro turno sabem que o respeito ao eleitor é um princípio inquestionável na nossa prática política, o que nos diferencia daqueles que querem o poder pelo poder", disse Marina.
A declaração de voto falsa foi feita com um endereço de e-mail que não corresponde ao de Marina e foi ao ar no blog "Eu Vou de Serra 45". "Infelizmente, muitos não aprenderam nada com os resultados das urnas e continuam a promover a política de mais baixo nível ao usar estratagemas banais para buscar votos. O eleitor vai às urnas consciente da sua escolha e não sujeitará a formação de sua opinião àqueles que usam artifícios ingênuos para distorcer a realidade", disse a candidata derrotada do PV.
O e-mail falso seria direcionado aos eleitores de Marina contendo um "pedido" da senadora verde para que haja união em torno da candidatura tucana.

Caso "Quebra de Sigilo": jornalista entrega documentos à imprensa

Fonte: Site TERRA - 26 de outubro de 2010 19h20 atualizado às 19h25

O jornalista Amaury Ribeiro Junior entregou nesta terça-feira (26) uma carta aos jornalistas contendo parte do material entregue por ele à Polícia Federal em relação a investigações que fez no período de 1998 e 2002 sobre as privatizações de empresas estatais no governo Fernando Henrique Cardoso. A nota contém informações sobre a CPMI do Banestado, conseguidas, segundo o jornalista, "de forma legal sem quebra de sigilo fiscal". Ele reitera também não ter sido movido por nenhuma militância partidária, mas sim pelo "jornalismo".
Amaury foi indiciado, nesta segunda-feira (25), por quatro crimes no caso que investiga a violação do sigilo fiscal de lideranças tucanas e familiares do candidato à presidência José Serra (PSDB). De acordo com o parecer da PF, o jornalista cometeu os crimes de violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documento falso e oferecimento de vantagem a testemunha.
Confira na íntegra a carta de Amaury Ribeiro Jr.:

Nota à imprensa
Aos colegas jornalistas:
Estou passando às mãos de todos cópia de uma pequena parte do material que entreguei hoje à Polícia Federal. Todos os papéis foram obtidos de forma legal sem quebra de sigilo fiscal. Vale lembrar que a documentação refere-se aos anos de 1998 até 2002.
O que foi entregue não é resultado de militância partidária, que nunca tive, e sim da única militância que reconheço e pratico, a do jornalismo. Prova disse é que, em junho de 2005, fui o autor de "Aparece o dinheiro", reportagem de IstoÉ (edição 1863), em que foi exposto o Mensalão do PT. Desejo que a liberdade de imprensa em vigor no país possa servir, agora, ao esclarecimento da população.
São informações oficiais a que tive acesso nos longos anos em que estou trabalhando no tema das privatizações. Pela primeira vez estão sendo trazidas ao conhecimento público. São, portanto, absolutamente inéditas. Foram obtidas judicialmente através de uma ação de exceção de verdade. São documentos da CPMI do Banestado, cujo acesso estava, até então, proibido aos brasileiros. Agora, vieram à luz. Espero que possam, enfim, ajudar a esclarecer um período sombrio do país. Vocês são parte importante e decisiva neste processo.
Chamo a atenção para dois pontos especialmente, ambos alicerçados em informações oficiais obtidas pela dita CPMI na base de dados da conta Beacon Hill do banco JP Morgan Chase e no MTB Bank, ambos de Nova York. A Beacon Hill Service Corporation (BHSC) onde eram administradas muitas subcontas com titulares ocultos. Nos EUA, a BHSC foi condenada em 2004 por operar contra a lei. No Brasil, inspirada pela designação Beacon Hill, a Polícia Federal deflagrou a Operação Farol da Colina, apurando, entre outras personalidades envolvidas, nomes como os do ex-governador paulista Paulo Maluf e do banqueiro Daniel Dantas. Os pontos em questão são os seguintes:
1 . Os depósitos comprovados (pag. 4/11) do empresário GREGÓRIO MARIN PRECIADO, casado com uma prima de JOSÉ SERRA e ex-sócio do ex-governador de São Paulo (o mesmo SERRA), na conta da empresa Franton Interprises (pag. 3/11), vinculada ao ex-caixa de campanha do próprio SERRA e de FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, RICARDO SÉRGIO OLIVEIRA. A soma de tais valores ultrapassa os US$ 1,2 milhão e cresce sobretudo no ano eleitoral de 2002, quando SERRA foi candidato à Presidência. Mais de 80% dos recursos recebidos pela Franton na Beacon Hill tem origem em PRECIADO. RICARDO SÉRGIO, como se sabe, foi diretor do Banco do Brasil e o grande articulador de consórcios de privatização no período FHC.
2. Os depósitos realizados pela empresa Infinity Trading, pertence ao empresário CARLOS JEREISSATI, (pag 9/11) igualmente na Franton Interprises e RICARDO SÉRGIO. JEREISSATI liderou um dos consórcios que participou dos leilões de privatização e comprou parte da Telebrás. É de conhecimento geral que a formatação de consórcios e as privatizações da Telebrás também tiveram a intervenção de RICARDO SÉRGIO. Em muitas ocasiões se falou de propina na venda de estatais, mas esta é a primeira vez que aparece uma evidência disso lastreada por documentos bancários oficiais.
Tenho certeza da relevância do material e espero que façam bom uso dele. Um abraço a todos e bom trabalho.
Amaury Ribeiro Junior
Repórter

Da Casa Grande para a Senzala, com carinho

A ÚLTIMA CRUZADA TUCANA

por Leandro Fortes, no “Brasília, eu vi

E quando acabar essa moleza, não se esqueçam: é pra votar no Serra!

O conteúdo abaixo caiu na minha caixa de spam, hoje de manhã, enviado por um certo Rodrigo Roni, certamente um dos muitos brucutus de internet a serviço da campanha de José Serra. Normalmente, apago da minha caixa de mensagem de e-mails correntes de quaisquer naturezas, pela óbvia razão de serem escritas e disseminadas por fanáticos religiosos, militantes políticos extremistas e idiotas em geral. Esta, contudo, embora não fuja à regra, é bastante emblemática sobre o desespero de certa porção da classe média em relação à perspectiva da vitória de Dilma Rousseff e da continuidade dos programas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um panfleto anti-petista por excelência, recheado de preconceitos e ofensas amarguradas, um último apelo à insensatez em nome da preservação dos piores e mais mesquinhos valores dessa parcela da sociedade brasileira que caminha, felizmente, para a extinção.

Para garantir votos ao tucano José Serra, a corrente estabelece uma fórmula baseada, explicitamente, nas relações da Casa Grande com a Senzala. Ensina ao patrão e à dona-de-casa de classe média como convencer empregadas domésticas, porteiros, motoristas, ascensoristas e empregados em geral do perigo que representará a eleição de Dilma. Reparem que as recomendações são para os empregados de dentistas, advogados, clientes, nunca para os dentistas, advogados e clientes, desde já colocados como pessoas de primeira categoria, portanto, imunes ao discurso patético de persuasão apregoado pelo panfleto. Há, ainda, o risível apelo a ser feito “ao atendente da sauna, da academia, da escola de natação, da escola de inglês das crianças”.

Enfim, um texto altamente representativo do tipo de elite que temos no País, suas razões, seus preconceitos, seus medos e seu instinto de preservação baseado em conceitos primários. Uma elite que acha que pode convencer seus serviçais, a quem trata como escravos, a não votar na continuidade de um projeto político que lhes garantiu, pela primeira vez na vida, emprego formal, crédito, qualidade de vida, auto-estima e representação política real.

No auge do desespero, o autor do texto deixa transparecer seu caráter doentio ao se referir a Dilma como “perereca assassina e terrorista”. É essa gente que se coloca como alternativa a um governo popular que tirou o Brasil do buraco.

Vale a pena ler, portanto, esse tratado da demência de auto denominados “formadores de opinião”:

Como Ganhar Votos para o Serra


Meus amigos,


Tenho recebido da maioria de vocês, quase que diariamente, emails de indignação contra PT e Dilma.Ficar falando entre nós não leva a nada. E o que a gente precisa fazer é ir atrás dos indecisos, dos que possam até gostar do Lula mas não necessariamente da Dilma, quem sabe ainda dá pra virar essa eleição. Mas eu pergunto – o que realmente estamos fazendo para que o José Serra ganhe esta eleição??? Por que não adianta nós, os denominados “formadores de opinião” ficarmos trocando emails de coisas que já sabemos. Assim, convoco a todos para um pacto que é:


CONVERSAR COM, NO MÍNIMO, DUAS PESSOAS POR DIA SOBRE A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL E CONVENCER ESTA PESSOA A VOTAR NO SERRA


Quem são as pessoas que temos que conversar e convencer:


· a sua assistente doméstica / sua diarista
· seus funcionários
· o guarda da escola das crianças, a tia da escola, a tia da cantina
· o porteiro da sua casa e do seu trabalho
· o manobrista do seu carro, para quem usa estacionamento
· o ascensorista do prédio do seu dentista, do seu advogado, do seu cliente
· o frentista do posto de gasolina
· a caixa do supermercado, da farmácia, do sacolão, …..
· a recepcionista da empresa do seu cliente
· a vendedora da loja de sapato, de roupa, ….
· o garçon do restaurante e do boteco
· o cabeleireiro, a manicure, a fisioterapeuta, a massagista,
· o atendente da sauna, da academia, da escola de natação, da escola de inglês das crianças, etc

Vejam que todos os dias, encontramos no mínimo 10 pessoas diferentes na nossa vida. Daqui até o dia 31 de outubro são somente 12 dias de trabalho, em prol da mudança de grupo político para governar nosso país.


Não queremos ver o PT mais 8 anos no governo se locupletando e explorando a boa fé dos incautos e/ou ignorantes.


Em vez de falar do tempo, vamos falar da eleição. Quando encontrar alguém no elevador, pergunte em quem ele vai votar. E se essa pessoa disser que vai votar no Serra, instigue ele a entrar nessa campanha.


Não envie apenas, emails falando do passado da Dilma, que o Lula não estudou, que o governo do PT sabia do mensalão, (isso nós já sabemos).


Vamos à luta!!!


Esse é o momento, FAÇA A SUA PARTE!!! Ninguém vai saber se você fez a sua parte, somente você e Deus.


A hora de trabalhar é agora !!


Esta é uma corrente… do BEM.


Funciona assim:


Se você passar este e-mail para pelo menos 10 outras pessoas e estas passarem para outras 10, e assim por diante, ao final de outubro um milagre irá acontecer e beneficiará você e sua família e a todas as famílias que repassaram esta corrente. Já, se você simplesmente ignorar esta corrente, não a repassando, ao final de outubro você será amaldiçoado com o pior de todos os pesadelos: aturar a perereca assassina e terrorista por quatro longos anos de sua vida!!!! Pense bem !!


Não se esqueça!


Foi a Internet que ganhou o plebiscito do desarmamento.


Portanto, podemos vencer essa eleição também, se nos concentrarmos em um candidato melhor que o Lula. Com ela: PODE FICAR MUITO PIOR.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Especialista desmoraliza farsa do JN

A matéria abaixo, publicada no Blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, comprova, quadro a quadro, aquilo que eu já tinha afirmado aqui em meu Blog, só assistindo ao vídeo: a tal fita crepe nada mais é que o reflexo da cabeça de alguém por trás de Serra (clique nas imagens para ampliar).
A fraude está cabal e definitivamente desmascarada. O que é incrível é que uma instituição do nível técnico da Globo se passe para protagonizar uma patacoada destas.

Professor desmoraliza fita adesiva do jn

O Conversa Afiada republica e-mail que recebeu de Stanley Burburinho, o reparador de iniquidades, quadro a quadro:

Professor de Jornalismo Gráfico desmascara, quador a quadro, a grande armação pró-Serra do Jornal Nacional

José Antonio Meira da Rocha. Professor de Jornalismo Gráfico da Universidade Federal de Santa Maria, Centro de Educação Superior Norte-RS (UFSM/CESNORS), campus de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, Brasil.

Toda a produção jornalística pode ser digitalizada. Tudo o que é publicado está à mercê de chatos que salvam, gravam, colecionam, digitalizam com plaquinhas de 120 reais. Como eu, que gosto de gravar TV na minha Pixelview PlayTV Pro.

Por isso, hoje, é inconcebível que a grande imprensa, sofrendo há muito com as mudanças provocadas pela digitalização, tente enganar seu digitalizado público com armações grotescas como esta aprontada pelo Jornal Nacional de 2010-10-22, com ajuda da Folha.com e do repórter Ítalo Nogueira.

Será que a velha mídia não se dá conta que qualquer pessoa pode gravar TV e passar quadro-a-quadro? E que, fazendo isto, a pessoa pode ver que não há nenhum rolo de fita crepe sendo atirado contra o candidato José Serra? Que o detalhe salientado em zoom numa extensa matéria de 7 minutos não passava de um artifact de compressão de vídeo sobreposto à cabeça de alguém ao fundo? Que não se vê no vídeo quadro-a-quadro nenhum objeto indo ou vindo à cabeça do candidato?

E a Globo ainda vai procurar a opinião de um “especialista” de reputação duvidosa…

Tudo pode ser digitalizado, menos a  credibilidade de um veículo jornalístico. E este único ativo que sobra à velha mídia, ela joga fora…

Veja a sequência abaixo e tente encontrar o rolo de fita voando em direção à cabeça do candidato.











Observe aquela cabeça atrás de Serra…






Cadê o rolo chegando na cabeça de Serra, que deveria estar neste quadro?



Fita mágica atinge John Fitzgerald Serra (imagem TV Globo/Folha.com)



Cadê o rolo saindo da cabeça de Serra, que deveria estar neste quadro?