Recife (PE), Brasil

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Juristas lançam manifesto defendendo governo Lula


Um grupo de juristas divulgou ontem (27) um manifesto intitulado "Carta ao Povo Brasileiro", onde reafirmam o compromisso do governo Lula com a preservação e a consolidação da democracia no país. Os juristas rebatem a tese do "autoritarismo e de ameaça à democracia" que setores da grande imprensa e a oposição vêm tentando imputar ao presidente Lula e ao seu governo, após o presidente ter feito críticas ao comportamento da mídia em relação à candidatura de Dilma Rousseff. A iniciativa é uma resposta ao manifesto lançado por um outro grupo de juristas de direita, ligados ao PSDB e ao DEM, que lançaram texto a pedido dos empresários da mídia atacando o presidente Lula.

"Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude. Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer críticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República", diz um trecho do documento, assinado por dezenas de personalidades do mundo jurídico, incluindo vários presidentes estaduais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O documento registra ainda que é preciso deixar o povo "tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros".

Veja abaixo a íntegra do manifesto que é assinado, entre outros, por Celso Antonio Bandeira de Mello, Cezar Britto, Dalmo Dallari e Márcio Thomaz Bastos:

Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato. Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer críticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, e qualquer cidadão. O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: “Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver”. Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.


Assinam o manifesto:

ADRIANO PILATTI - Professor da PUC-Rio
AIRTON SEELAENDER - Professor da UFSC
ALESSANDRO OCTAVIANI - Professor da USP
ALEXANDRE DA MAIA - Professor da UFPEALYSSON LEANDRO MASCARO - Professor da USP
ARTUR STAMFORD - Professor da UFPECELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO - Professor Emérito da PUC-SP
CEZAR BRITTO - Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB
CELSO SANCHEZ VILARDI - Advogado
CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO - Advogado, Conselheiro Federal da OAB e Professor da UFF
DALMO DE ABREU DALLARI - Professor Emérito da USP
DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO - Professor da UFRJ
DIOGO R. COUTINHO - Professor da USP
ENZO BELLO - Professor da UFF
FÁBIO LEITE - Professor da PUC-Rio
FELIPE SANTA CRUZ - Advogado e Presidente da CAARJ
FERNANDO FACURY SCAFF - Professor da UFPA e da USP
FLÁVIO CROCCE CAETANO - Professor da PUC-SP
FRANCISCO GUIMARAENS - Professor da PUC-Rio
GILBERTO BERCOVICI - Professor Titular da USP
GISELE CITTADINO - Professora da PUC-Rio
GUSTAVO FERREIRA SANTOS - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
GUSTAVO JUST - Professor da UFPE
HENRIQUE MAUES - Advogado e ex-Presidente do IAB
HOMERO JUNGER MAFRA - Advogado e Presidente da OAB-ES
IGOR TAMASAUSKAS - Advogado
JARBAS VASCONCELOS - Advogado e Presidente da OAB-PA
JAYME BENVENUTO - Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Católica de Pernambuco
JOÃO MAURÍCIO ADEODATO - Professor Titular da UFPE
JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco
JOSÉ DIOGO BASTOS NETO - Advogado e ex-Presidente da Associação dos Advogados de São Paulo
JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO - Professor Titular do Mackenzie
LENIO LUIZ STRECK - Professor Titular da UNISINOS
LUCIANA GRASSANO - Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPELUÍS FERNANDO MASSONETTO - Professor da USP
LUÍS GUILHERME VIEIRA - Advogado
LUIZ ARMANDO BADIN - Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça
LUIZ EDSON FACHIN - Professor Titular da UFPR
MARCELLO OLIVEIRA - Professor da PUC-Rio
MARCELO CATTONI - Professor da UFMG
MARCELO LABANCA - Professor da Universidade Católica de PernambucoMÁRCIA NINA BERNARDES - Professora da PUC-Rio
MARCIO THOMAZ BASTOS - Advogado
MARCIO VASCONCELLOS DINIZ - Professor e Vice-Diretor da Faculdade de Direito da UFC
MARCOS CHIAPARINI - Advogado
MARIO DE ANDRADE MACIEIRA - Advogado e Presidente da OAB-MA
MÁRIO G. SCHAPIRO - Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário
MARTONIO MONT'ALVERNE BARRETO LIMA - Procurador-Geral do Município de Fortaleza e Professor da UNIFOR
MILTON JORDÃO - Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR
PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR
PIERPAOLO CRUZ BOTTINI - Professor da USP
RAYMUNDO JULIANO FEITOSA - Professor da UFPEREGINA COELI SOARES - Professora da PUC-Rio
RICARDO MARCELO FONSECA - Professor e Diretor da Faculdade de Direito da UFPR
RICARDO PEREIRA LIRA - Professor Emérito da UERJ
ROBERTO CALDAS - Advogado
ROGÉRIO FAVRETO - ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
RONALDO CRAMER - Professor da PUC-Rio
SERGIO RENAULT - Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça
SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA - Professor Titular da USP
THULA RAFAELLA PIRES - Professora da PUC-Rio
WADIH NEMER DAMOUS FILHO - Advogado e Presidente da OAB-RJ
WALBER MOURA AGRA - Professor da Universidade Católica de Pernambuco

Sonhando com 2o. Turno, FHC cogita aliança entre Serra e Marina

Do Boletim Brasília Confidencial:

Fernando Henrique anuncia esforço para aliar Serra e Marina

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou ontem, em entrevista a uma emissora da Colômbia, que fará o possível para viabilizar uma aliança entre José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), caso haja segundo turno na eleição presidencial.

    FHC disse que, se o candidato de seu partido disputar o segundo turno com Dilma, os temas predominantes da campanha serão a economia, as questões sociais e morais. Excluído da campanha tucana, o ex-presidente sugeriu que Serra deverá ser “muito específico” ao explicar as políticas sociais e econômicas que vier a propor.

Ibope confirma: Dilma deve ser eleita no 1o. turno

É, definitivamente, o golpe das pesquisas, tentado mais uma vez pelo Data"Falha" (leia-se Datafolha) não colou.
Todo mundo lembra que o Datafolha foi o último instituto de pesquisa a admitir o crescimento e a virada de Dilma sobre Serra, o que a obrigou a anunciar tardiamente uma arrancada de Dilma, que só existiu em suas pesquisas, pois em todos os outros insitutos Dilma vinha crescendo de forma contínua e consistente.

Na última semana, o Data"Falha" tentou criar mais um factoide ao "fabricar" uma queda repentina de Dilma e um impacto técnico entre ela e a soma de seus adversários.

Mas os demais institutos continuam mostrando que Dilma não só não caiu, como mantém uma distância confortável, de cerca de 10%, em relação à soma dos dois candidatos mais próximos.

Vejam abaixo o resumo das últimas pesquisas divulgadas por cada instituto:

INSTITUTO    DT.DIVULG.  DILMA   SERRA   MARINA   VANTAGEM
SENSUS       29.9.2010   47,5%   25,6%   13,3%       8,6%
IBOPE        29.9.2010   50,0%   27,0%   13,0%      10,0%
DATAFOLHA    28.9.2010   46,0%   28,0%   14,0%       4,0%
VOX POPULI*  28.9.2010   49,0%   25,0%   12,0%      12,0% (*Tracking Vox/Band/iG)

Leiam mais sobre a última pesquisa Ibope (Do Terra):

CNI/Ibope: Dilma tem 50% e poderia ser eleita no primeiro turno


29 de setembro de 2010 • 09h29 • atualizado às 11h00 Comentários

Direto de Brasília

Pesquisa do Instituto Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quarta-feira (29) aponta liderança da candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, com 50%. O tucano José Serra aparece na segunda colocação, com 27%, seguido da senadora verde Marina Silva, que tem 13% das intenções de voto. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos chegam a 4%. Eleitores indecisos também são 4%. A margem de erro da pesquisa CNI/Ibope é de dois pontos percentuais.

De acordo com a CNI, que não disponibilizou os votos válidos mas os oficializou após o levantamento, descontando os brancos, nulos e indecisos, Dilma tem 55%. José Serra tem 30% e Marina Silva tem 14%. Os demais somariam 1% dos votos. Por essa perspectiva, explica a CNI, se as eleições fossem hoje, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, estaria eleita no primeiro turno.

"Se eleição fosse hoje, acabou em primeiro turno", disse o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi, que acredita que o caso Erenice Guerra, por exemplo, não foi capaz de alterar o cenário de disputa eleitoral.

"(O caso Erenice) Pode ter tido impacto na construção de percepção de informação da população, mas não opera de forma decisiva o quadro eleitoral", observou Lucchesi.

No cenário espontâneo, quando ao eleitor não é apontada uma lista de possíveis presidenciáveis, Dilma tem 44%, contra 21% de José Serra e 10% de Marina Silva. O presidente Lula, que não pode concorrer no pleito de outubro, tem 1%. Outros candidatos não chegam a 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos são 5%. Indecisos são 18%.

No último levantamento do Ibope, feito no dia 24 de setembro, Dilma também tinha 50% das intenções de voto na lista estimulada. José Serra tinha 28% e foi para 27%. Marina Silva ampliou a preferência do eleitorado de 12% para 13%. Quando medidas as pesquisa do Instituto Ibope em agosto, início do programa eleitoral gratuito, Dilma oscila entre 51% e 50%, Serra se mantém na casa dos 27% e Marina Silva sobe de 7% para 13%.

"A candidata Dilma Rousseff mantém o percentual de 50% desde 27 agosto e não há sinais de queda. Nesse cenário José Serra não consegue recuperar a queda registrada a partir de 15 de agosto. A candidata Marina Silva tem crescimento constante, uma elevada e persistente progressão, Talvez a candidata Marina tenha conseguido um uso mais eficiente disso (do baixo tempo de TV no horário eleitoral)", disse o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi.

O poder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como cabo eleitoral dilmista se reflete, no levantamento, com a preferência de 47% do eleitorado em votar no candidato apoiado pelo chefe do Executivo. Dos entrevistados, 8% dizem ter preferência por um nome de oposição. Outros 41% dizem que não levarão o critério governo-oposição como critério de escolha. Também de acordo com a CNI/Ibope, espontaneamente 93% conhecem o candidato apoiado pelo presidente Lula nas eleições de outubro.

Em um eventual segundo turno, a petista Dilma Rousseff bateria o tucano José Serra por 55% a 32%. Brancos e nulos neste cenário são 7%. Indecisos somam 5%. Contra Marina Silva, a ex-ministra petista também venceria as eleições com 56% contra 29%. Brancos e nulos são 8% e eleitores indecisos são 6%.

Na hipótese de um confronto entre José Serra e Marina Silva em um eventual segundo turno, o tucano venceria a verde com 43% contra 35%. Brancos e nulos são 12%. Indecisos são 9%.

Na medida de probabilidade de voto feita pela CNI/Ibope, 48% dos entrevistados afirmaram que "com certeza votariam" em Dilma Rousseff. Somados aos que poderiam votar na petista, o limite de probabilidade de voto chega a 67%. O índice, no caso do tucano José Serra, é de 24% que afirmam que votariam com certeza no ex-governador de São Paulo e de 59% se incluídos aqueles que poderiam votar nele. No caso de Marina Silva, o limite de probabilidade de voto chega a 58%, embora apenas 13% afirmaram que "com certeza" votariam na senadora verde.

Entre os níveis de rejeição, o eleitorado repudia em maior grau o tucano José Serra, com 34%. Marina Silva e Dilma Rousseff têm praticamente o mesmo nível de rejeição: 28% e 27%, respectivamente.

Quando medido o partido de preferência do eleitor, o Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual Dilma Rousseff é filiada, aparece na liderança, com 27%, seguido de PMDB e PSDB, com 5%. O Partido Verde, de Marina Silva, tem 3% da preferência do eleitor.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 33162/2010.

Os riscos da radicalização da imprensa

Do Observatório da Imprensa:

Os riscos ocultos na radicalização da cobertura eleitoral da imprensa
Postado por Carlos Castilho em 26/9/2010 às 21:31:27
Faltando alguns dias para o primeiro turno das eleições de 2010 já dá para perceber que há no ar uma sensação de cansaço em relação à avalancha de denúncias publicadas pelos principais jornais do país, envolvendo integrantes e ex-membros do governo Lula.
O recurso ao denuncismo é classico em periodos pré-eleitorais, mas a versão 2010 mostrou duas características marcantes:
1) Toda a imprensa entrou no jogo das denúncias ao contrário de eleições anteriores, quando geralmente havia um ou mais orgãos dissidentes;
2) Ficou também evidente que a blitzkrieg da imprensa tem como pano de fundo a preocupação de setores conservadores e tradicionais núcleos de poder político e econômico com a perda irreversível de posições estratégicas no cenário nacional.
O terrorismo midiático contra Dilma é quase idêntico ao promovido contra Lula antes de sua primeira eleição para a presidência em 2002. Ao longo dos últimos oito anos nada aconteceu no país que pudesse justificar o recurso aos velhos fantasmas. Pelo contrário, a gestão de Lula deu à classe média muito mais do que ela esperava de um governo petista.
Assim, ao que tudo indica, o ataque contra a candidatura Dilma tem mais a ver com fatores subjetivos do que com realidades concretas. A questão das denúncias de corrupção provavelmente tem um fundamento real porque o sistema político do país já incorporou o componente do mau uso do dinheiro público como uma rotina que independe do partido no poder.
As acusações e suspeitas de corrupção devem ser investigadas por uma questão de princípio e de sanidade política no país, sejam os envolvidos petistas ou não. O problema é que só uns poucos serão punidos porque esta é a tradição. Foi assim com as suspeitas de corrupção no governo FHC na privatização das teles, no mensalão do governo Lula, e por aí vai.
O problema não está nos fatos concretos, porque se eles fossem levados a sério, a imprensa seria moralmente obrigada a questionar todo o sistema político. A questão principal está na intencionalidade oculta nas denúncias. É aí que está o fato politico relevante e o que pode nos levar a entender melhor a situação e evitar a posição niilista, de duvidar de tudo e de todos.
A intenção por trás de toda a avalancha de denúncias só pode ser explicada pela tentativa de quebrar a sequência de governos petistas porque eles estão criando uma nova força política no país, formada por setores da classe média e de empresários beneficiados pelo crescimento do consumo interno.
Não se trata de um segmento social ideologicamente revolucionário. Muito pelo contrário. Ele é até conservador se formos analisar os valores que defende e que foram expressos por Lula, em várias ocasiões. O problema é que os novos emergentes sociais estão ocupando espaços que pertenceram a velhos caciques políticos e empresarios cujo poder vinha da concentração de renda no país.
Nos oito anos de Lula houve uma mínima distribuição de renda em favor das classes C e D, mas ela foi suficiente para exarcebar os temores das elites tradicionais, que ainda são muito fortes no controle do partido Democratas, por exemplo.
A avalancha de denúncias de atos de corrupção e abuso do poder no governo atual seria positiva para o país se ela gerasse uma nova postura nacional diante de um problema crônico. Mas a intencionalidade das ações oposicionistas mostra uma preocupação em gerar um clima de incerteza cujo principal desdobramento é uma radicalização de posições.
É aí que reside o grande perigo da situação atual, porque a radicalização pode criar um ambiente político onde a tendência é todos perderem. É o que o processo da Venezuela está mostrando, para citar um exemplo mais conhecido.
Lá são cada vez mais limitados os ambientes em que o diálogo é possível. Todos estão entrincheirados. A oposição antichavista não tem forças para derrotar o presidente venezuelano e este, por sua vez, não consegue o que Lula logrou, ou seja, uma mínima distribuição de renda capaz de fortalecer a musculatura econômica da classe média.
A imprensa é quase sempre uma vítima dos processos radicalizados porque, ao se envolver neles, ela acaba perdendo a credibilidade e a isenção. É o que está acontencendo na Venezuela e pode vir a se repetir no Brasil caso a obsessão antipetista de boa parte da mídia nacional continue ignorando o fato de que Lula não representa mais um partido, mas sim um novo contexto social e econômico das classes C e D, com benefícios indiretos para os segmentos B e A.
Perder a credibilidade num momento de transição para novos modelos de negócios na imprensa pode ser particularmente trágico para empresas jornalísticas que dependem de grandes audiências.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lula inaugura usinas movidas a bagaço de cana

Do Correio Braziliense:

Lula inaugura em São Paulo oito usinas térmicas movidas a bagaço de cana

Agência Brasil - Publicação: 27/09/2010 17:08

As usinas térmicas a biomassa representam hoje 6,6% da matriz energética do país. No sentido de priorizar essa fonte de energia, oito usinas termelétricas movidas a biomassa de cana-de-açúcar foram inauguradas nesta segunda-feira (27) em municípios paulistas com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Juntas, as oito usinas têm 543 megawatts (MW) de potência instalada e 194,6 MW médios de energia assegurada ao sistema elétrico. A Termelétrica Barra Bioenergia, em Barra Bonita, por exemplo, tem potencial para produzir energia elétrica para as residências de uma cidade com cerca de 1,2 milhão de habitantes.

A usina de Barra Bonita utilizará o bagaço da cana para a geração de eletricidade. Antes, o bagaço e a folha da cana-de-açúcar eram considerados rejeitos. Para descarta-los, os usineiros costumavam queimar esse material, prática que provoca grande emissão de gases poluentes. Nas usinas de biomassa, o que era considerado lixo passa a ser combustível para energia renovável com menor grau de emissões.

A inauguração das usinas foi simultânea e o presidente Lula participou da cerimônia ocorrida na cidade de Barra Bonita. Em discurso, afirmou que as usinas representam um grande passo rumo ao uso de energias mais limpas.

“O Brasil é hoje o país do mundo que tem a energia mais limpa do planeta. Ninguém pode empinar o nariz para conversar com o Brasil sobre energia. Quando alguém quiser utilizar a palavra energia limpa, esteja onde estiver, em qualquer lugar do mundo, ele tem que olhar o mapa e saber que um país chamado Brasil não fala, faz a energia mais limpa do planeta”, disse.

Além da usina em Barra Bonita, vão entrar em operação as plantas de Narandiba, Mirante do Paranapanema, Queiroz, Iacanga, Pitangueiras, Sebastianópolis do Sul e Cosmópolis. Os empreendimentos geraram aproximadamente 6 mil empregos diretos, com investimento total de R$ 993 milhões.

Não sejamos ingênuos: votar em Marina é votar em Serra

Do Tijolaço.com, o Blog do Brizola Neto:

Calma, coragem e combate!
Meus queridos amigos. Vocês, que acompanham os fatos sabem que os adversários do povo brasileiro não têm condições de travar o debate sobre a realidade. Não têm argumentos, porque o Brasil agora cresce, enquanto eles o estagnaram, porque o Brasil agora emprega, enquanto eles deixaram milhões de pessoas na angústia de não ter seu ganha-pão, o Brasil agora aumenta os salários e o consumo, enquanto eles passaram décadas mandando o povo brasileiro apertar os cintos.

No Brasil de verdade, na realidade, eles estão sem armas e sem argumentos. Sua causa é ruim, é pavorosa, é repugnante quando surge com o seu próprio rosto disforme.

Mas eles controlam o Brasil imaginário, porque controlam a mídia. E é essa a arma monstruosa que, desde o início do processo eleitoral, brandem contra os sentimentos verdadeiros do povo brasileiro.

Há seis meses, chamavam Dilma de “poste”, de alguém sem idéias, sem personalidade, sem discurso, sem capacidade sequer de se expressar.

Esta fantasia mentirosa ocupou páginas e colunas de jornais, repetida como um mantra.

Os fatos, mais que a dissiparem, reduziram-na a pó.

Há três meses, eles sustentavam uma liderança de Serra que todos sabíamos falsa. Mas a publicavam em gráficos coloridos, a repetiam na televisão, a comentavam como fosse real.

Outra quimera que se desfez quando o sentimento e a voz do povo passaram a ser ouvidos.

Agora, seguindo um roteiro previamente estabelecido, construíram duas histórias: a de “escândalos” e a de ameaças à democracia. E, com elas, passaram usar, como sempre usam, as pesquisas que controlam. Há dias, “constróem” uma aproximação na reta final e a sua “obra” se expressa nos gráficos de pesquisas, o Datafolha à frente delas.

Mas eles não têm uma causa, uma bandeira, um projeto que possam submeter ao julgamento do povo brasileiro. Seu candidato é um personagem que desperta asco nna nossa gente.

Daí erguerem o nome de Marina Silva como biombo de seus verdadeiros interesses.

É irrelevante sabermos com qual nível de conveniência ela se presta a ele e, sequer, se ela o faz com cumplicidade.

Não importa qual o resultado deste julgamento moral.

O que importa é o mundo real, e é o mundo real a nossa arma contra a avalanche de propaganda que já despejam e despejarão nestes dias, sobretudo com as pesquisas a lhes servirem de disfarces dos seus apetites.

Temos de ter calma, lucidez, coragem, objetividade e disposição para o combate.

O primeiro a saber é que eles não lutam pela vitória, mas por uma sobrevida, por um segundo turno que lhes dê condição de fugirem da verdade acachapante de que a direita tornou-se uma força desprezada pela população. Lutam por mais 30 dias em que possam cevar um “milagre” demoníaco que oculte esta verdade.

Nem mesmo eles ousam estar seguros de que o conseguirão.

Mas sabê-lo não basta, é preciso dizê-lo, dizê-lo a quantos possam nos ouvir e ler.

Temos de ser claros e diretos: se é legítimo votar em Marina Silva, também é legítimo dizer a quem o faz que este voto, mais do que a ela, serve agora à direita e a José Serra.

Esta é a verdade nua e crua e, se ela me custar algum voto em minha candidatura a deputado, paciência.

Verdades são para ser ditas, custe o que custar, do contrário serei mais um hipócrita, e de hipócritas o povo brasileiro já se encheu.

Digo claramente o que deve ser dito e é preciso que cada um de nós o faça. A quem estiver caindo no “conto da onda verde”, a quem estiver vacilando por causa da mídia e das pesquisas, a pergunta deve ser esta, e feita de forma direta:

- Então, você vai votar no Serra?

- Vou votar na Marina.

- Não, você está enganado, você vai votar no Serra.

Este é o argumento com a força cortante da verdade. E o choque, talvez, desperte a compreensão deste interlocutor ingênuo, que não percebeu o jogo sujo que se oculta por detrás de um personagem que, pela sua origem e trajetória, pode despertar solidariedade e respeito, mas que, agora, passou a ser, para a direita, a tábua de salvação, provisória que seja, do seu naufrágio.

É hora de cada um de nós – a começar por aquele que tem a empatia de enormes massas do povo brasileiro – conversarmos com cada pessoa, com cada amigo, conhecido, vizinho ou parente.

Nós fazemos parte de um milagre chamado comunicação. Nós somos, aqui, dezenas de milhares e éramos centenas faz pouco tempo. Crescemos e nos unimos com a verdade e o amor ao povo brasileiro e a esta nação.

Acreditem, meus irmãos e minhas irmãs, nesta bandeira limpa, pura, decente e humana que conduzimos. Ela merece a força de nossos braços, o desapego de nossas idéias. Merece toda a nossa energia nesta batalha que quase se finda.

Cada voz, cada mente, cada coração, agora, deve ser posto a serviço do povo brasileiro. Pois a nossa sinceridade é tanta, o nosso amor ao Brasil é tanto, a nossa fé no futuro é tanta que não há mentira capaz de superar a emoção com que podemos nos expresar.

Vamos em frente, em nome do nosso povo. Vamos em frente, e vamos vencer.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Manifesto em Defesa da Ficha Limpa

A Ficha Limpa foi votada pelo STF porém houve um empate de 5X5. Com a indecisão do STF, a Ficha Limpa continua válida para as eleições.


Políticos corruptos que tiveram as suas candidaturas barradas pelos Tribunais Eleitorais apelaram para o Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a constitucionalidade da Ficha Limpa. Os 10 Ministros do STF estão divididos e a votação empatou. Vamos continuar a pressão para o STF reconhecer a validade da Ficha Limpa.

Juntos nós passamos a Ficha Limpa e tiramos 242 políticos corruptos das eleições de outubro. Agora vamos garantir que o STF defenda a Ficha Limpa. Assine a petição urgente e depois encaminhe.

Aos Ministros do Supremo Tribunal Federal: Apelamos a Vossas Excelências pelo reconhecimento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, garantindo a sua aplicação nas próximas eleições e abrangendo condenações prévias.
 
Nós confiamos em vosso compromisso com a vontade de mais de 2 milhões de brasileiros que se uniram pela Ficha Limpa, e que agora contam com Vossas Excelências para declarar esta lei constitucional em todos os seus aspectos.


Mais de 174 mil pessoas já assinaram o manifesto. Eu sou um deles. Assine você também acessando o site Avaaz.org.



The Independent: A mulher mais poderosa do mundo

O mundo já celebra a primeira mulher presidente do Brasil. Vejam abaixo tradução da matéria publicada pelo jornal britânico The Independent, em 26.9.2010, reproduzida na Carta Maior:

The Independent: Ex-guerrilheira prestes a ser a mulher mais poderosa do mundo


Tudo indica que o Brasil elegerá uma extraordinária líder na próxima semana
Por Hugh O’Shaughnessy

A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.

Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff irá se tornar mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.

Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa uma vez tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.

A senhora Rousseff, a filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.

Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.

Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.

Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.

Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamaram “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.

A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.

Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.

Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.

Ela tinha mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.

Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.

A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.

Tradução: Katarina Peixoto

Clique no link abaixo para ler a matéria no original:

The former guerrilla set to be the world's most powerful woman

Serra mostra como calculou o mínimo de R$ 600,00

Do Blog Conversa Afiada:

Como se sabe, o "jenio" disse à urubóloga Miriam Leitão que tinha todas as contas para dar um salário mínimo de R$ 600,00.

Afinal, disse ele, é um renomado economista (êpa, êpa !). (obs. do Blog do Edilson: há controvérsias. Alguns afirmam que ele nunca se formou em economia, ao contrário do que alega - ver post anterior: Serra é denunciado por falsidade ideológica e charlatanismo).

A propósito, o Conversa Afiada reproduz tweet do amigo navegante Matheus Lacerda (@mat_lacerda):

@ConversaAfiada Dá uma olhada nesse novo vídeo.
Quentinho ainda, o youtube ainda nem mudou o nome pro correto:



domingo, 26 de setembro de 2010

Tortura de animais no Ceará. Proteste!

Fonte: extraído de matéria do jornal O Povo (Repassado pelo Instituto Nina Rosa)

Uma denúncia promovida pela União Internacional Protetora dos Animais (Uipa), do Ceará, levou uma equipe de reportagem televisiva de uma emissora local a flagrar terríveis cenas de crueldade contra animais, realizadas no Abatedouro Municipal de Cascavel, e exibidas, ontem, para o público. As cenas dantescas de tortura traumatizaram os telespectadores que viram a matéria, cuja repercussão provavelmente não ficará restrita às fronteiras do Ceará, dado o atual nível de consciência humanitária, presente na opinião pública nacional e mundial.
..
Ouvido pela reportagem, o secretário municipal responsável pelo estabelecimento prometeu que as instalações seriam fechadas, imediatamente, reconhecendo a falta de condições mínimas para o seu funcionamento. No entanto, as irregularidades já haviam sido denunciadas ao Ministério Público e outras instâncias responsáveis, há muito tempo, e, mesmo assim, o estabelecimento permaneceu intocado, até agora.
..
Mesmo o método ilegal de abate a marretadas não dispensaria a perícia do executor. Nas cenas mostradas, além da imperícia, há uma crueldade gratuita, com marretadas prévias por todo o corpo do animal. Isso é um crime revoltante.
--------------------------------------------------------------------------------

TV Jangadeiro (SBT) registra a violência

Veja as cenas (fortes) do abate de bois a marretadas, no Abatedouro Municipal de Cascavel/CE, captadas pela equipe do programa Barra Pesada (só veja se tiver estômago, as cenas são realmente bizarras).



http://www.youtube.com/watch?v=PMO7-kdtSb4

--------------------------------------------------------------------------------

PROTESTE! Veja carta abaixo.

Envie mensagem para o prefeito de Cascavel, com cópia para o secretário municipal de saúde, o Ministério Público do CE e o jornal O Povo.

gabinete@cascavel.ce.gov.br
saude@cascavel.ce.gov.br
ouvidoria@mp.ce.gov.br
opiniao@opovo.com.br

Se desejar, use a carta enviada pelo INR como modelo.

Exmo. Prefeito Sr. Décio Paulo Bonilha Munhoz

Tomamos conhecimento, através de reportagem publicada no jornal O Povo e das imagens registradas pela TV Jangadeiro, sobre a situação encontrada pela equipe do programa Na Mira do Barra no Abatedouro Municipal de Cascavel.

Repulsivas as cenas registradas pela reportagem, uma sessão de violência inominável, um exemplo terrível para os cidadãos de Cascavel e de todo o Brasil. Bois não sentem apenas a dor, mas também têm consciência do que lhes ocorre. A crueldade contra eles expressa o nível de crueldade da qual o homem é capaz contra os seres de qualquer espécie, inclusive a humana.

Vimos primeiramente questionar V. Exa. sobre os motivos de não terem sido tomadas providências anteriormente, apesar de, conforme a reportagem, já haverem denúncias registradas sobre a situação do abatedouro. Solicitamos também informações sobre andamento da interdição deste local.

E também vimos exortar V. Exa. a dar um exemplo de compaixão, promovendo uma campanha pela adoção do vegetarianismo, ação que pode ser iniciada com a oferta de merenda escolar vegetariana nos estabelecimentos de ensino do munícipio. A ingestão de carne ou de qualquer produto de origem animal é absolutamente dispensável para a nutrição humana, como já amplamente comprovado pela ciência. Além de não compactuar com a violência, V. Exa. estará dando um exemplo de respeito à vida, ao meio ambiente e à saúde dos munícipes, já que a produção de carne é responsável por degradação ambiental e por inúmeras doenças nas pessoas.

Sugerimos contato com os especialistas na área nutricional listados na página http://bit.ly/bDKcP2.

Aguardamos as considerações de V. Exa.

Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida
Organização independente sem fins lucrativos
www.institutoninarosa.org.br
Fone/fax: (11) 3868-4434 / 3868-4273

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Manifesto de artistas e intelectuais pela democracia e pelo povo

Centenas de pessoas participaram, ontem à noite (23), do ato contra o golpismo midiático e em defesa da democracia realizado no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
A manifestação, organizada pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, defendeu a mais ampla liberdade de expressão e criticou a postura da grande imprensa comercial brasileira que tenta transformar de forma falaciosa as críticas dirigidas a ela como um "ataque à democracia".
Ao final do encontro foi divulgado um manifesto à nação, que estará recebendo assinaturas de adesão nos próximos dias.

EU JÁ ASSINEI. ASSINE VOCÊ TAMBÉM!
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7080

À NAÇÃO - Manifesto de artistas e intelectuais pela democracia e pelo povo

Em uma democracia nenhum poder é soberano.

Soberano é o povo.

É esse povo – o povo brasileiro – que irá expressar sua vontade soberana no próximo dia 3 de outubro, elegendo seu novo Presidente e 27 Governadores, renovando toda a Câmara de Deputados, Assembléias Legislativas e dois terços do Senado Federal.

Antevendo um desastre eleitoral, setores da oposição têm buscado minimizar sua derrota, desqualificando a vitória que se anuncia dos candidatos da coalizão Para o Brasil Seguir Mudando, encabeçada por Dilma Rousseff.

Em suas manifestações ecoam as campanhas dos anos 50 contra Getúlio Vargas e os argumentos que prepararam o Golpe de 1964. Não faltam críticas ao “populismo”, aos movimentos sociais, que apresentam como “aparelhados pelo Estado”, ou à ameaça de uma “República Sindicalista”, tantas vezes repetida em décadas passadas para justificar aventuras autoritárias.

O Presidente Lula e seu Governo beneficiam-se de ampla aprovação da sociedade brasileira. Inconformados com esse apoio, uma minoria com acesso aos meios, busca desqualificar esse povo, apresentando-o como “ignorante”, “anestesiado” ou “comprado pelas esmolas” dos programas sociais.

Desacostumados com uma sociedade de direitos, confunde-na sempre com uma sociedade de favores e prebendas.

O manto da democracia e do Estado de Direito com o qual pretendem encobrir seu conservadorismo não é capaz de ocultar a plumagem de uma Casa Grande inconformada com a emergência da Senzala na vida social e política do país nos últimos anos. A velha e reacionária UDN reaparece “sob nova direção”.

Em nome da liberdade de imprensa querem suprimir a liberdade de expressão.

A imprensa pode criticar, mas não quer ser criticada.

É profundamente anti-democrático – totalitário mesmo – caracterizar qualquer crítica à imprensa como uma ameaça à liberdade de imprensa.

Os meios de comunicação exerceram, nestes últimos oito anos, sua atividade sem nenhuma restrição por parte do Governo.

Mesmo quando acusaram sem provas.

Ou quando enxovalharam homens e mulheres sem oferecer-lhes direito de resposta.

Ou, ainda, quando invadiram a privacidade e a família do próprio Presidente da República.

A oposição está colhendo o que plantou nestes últimos anos.

Sua inconformidade com o êxito do Governo Lula, levou-a à perplexidade.

Sua incapacidade de oferecer à sociedade brasileira um projeto alternativo de Nação, confinou-a no gueto de um conservadorismo ressentido e arrogante.

O Brasil passou por uma grande transformação.

Retomou o crescimento. Distribuiu renda. Conseguiu combinar esses dois processos com a estabilidade macroeconômica e com a redução da vulnerabilidade externa. E – o que é mais importante – fez tudo isso com expansão da democracia e com uma presença soberana no mundo.

Ninguém nos afastará desse caminho.

Viva o povo brasileiro.

Leonardo Boff: A mídia em guerra contra Lula e Dilma

O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta. Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. O artigo é de Leonardo Boff.

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma
Leonardo Boff
Fonte: Agência Carta Maior

Sou profundamente pela liberdade de expressão, em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factoide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceitual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa se fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, enfim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocolonial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito da má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

(*) Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Diário: viagem ao Rio de Janeiro

Aqui estou em mais uma viagem a trabalho, mas pelo menos desta vez estou na Cidade Maravilhosa.

Vista aérea da Ponte Rio-Niteroi na chegada

O hotel (Monte Castelo, na Lapa) é bem modesto, mas é simpático. O problema é o banheiro, que é minúsculo, mas pelo menos tem internet wireless grátis.

O evento são horas e horas de palestras sobre Basileia III em inglês e espanhol, e às vezes em espanglês ininteligível. E se optar pela tradução simultânea (para o espanhol) é mais incompreensível ainda,. E o pior é que o evento é no Brasil mas é proibido falar português. Ninguém merece...

Mas à noite a gente compensa. Ontem fui à Lapa e assisti o show de Jorge Aragão no "Bossa Nossa". Show de bola. Pena que esqueci de levar a máquina. Só tirei uma foto ruim no celular, mas não tive como baixar pro netbook. Depois publico.

E hoje todo mundo do evento foi ao Porcão (boca livre). Tava até pensando em ir ao Engenhão assistir Botafogo x Vasco, mas por esse preço o Porcão valeu mais à pena.

Essa mesa era só uma parte da turma

Tô aqui empaxado até agora, criando coragem pra arrumar a mala, pois amanhã tô de volta (chego só por volta de uma da manhã. Ninguém merece de novo).
A gente se vê.

domingo, 19 de setembro de 2010

MPF quer restringir cruzeiros em Noronha

Do JC Online:

Publicado em 13.09.2010, às 21h01

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco determinou à Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos (CPRH) suspensão de todas as autorizações ambientais que permitam a atividade turística de cruzeiros no arquipélago de Fernando de Noronha.

A CPRH deverá repassar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o pedido. A requisição tem de ser atendida em até dez dias, a contar da data de notificação da CPRH. Em caso de omissão do órgão estadual, o MPF poderá responsabilizar os envolvidos no caso por danos materiais e morais causados à administração pública.

Pelo entendimento do MPF, a legislação ambiental estabelece que é competência do Ibama o licenciamento de atividades desenvolvidas no mar ou em unidades de conservação federal, como é o caso de parte do arquipélago.

Apurações do MPF revelaram infrações ambientais em operações de navios transatlânticos de turismo em Fernando de Noronha. O Ibama tentou assumir a competência pelos licenciamentos de cruzeiros no local, mas não chegou a um acordo com a CPRH.

Fonte: Agência Estado

Nova identidade será testada a partir de dezembro

Em dezembro/2009 publiquei aqui no blog uma matéria divulgando a nova carteira de identidade, que terá chip para prevenir fraudes.

Agora chega a notícia, via Boletim Brasília Confidencial, que os testes com a nova identidade começarão agora em dezembro. Outra novidade é que a identidade já trará o número do título de eleitor, o que resolverá o problema que certamente ocorrerá na eleição deste ano, em que muita gente não vai conseguir votar por não apresentar o título de eleitor e a identidade simultaneamente:

Novo cartão de identidade será testado em Brasília e cinco estados

Comitê coordenado pelo Ministério da Justiça escolheu ontem Alagoas, Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro, Santa Catarina e o Distrito Federal para participarem do projeto-piloto de adoção da nova carteira de identidade, chamada de Registro de Identidade Civil (RIC).

A partir de dezembro, o cartão magnético com impressão digital e chip eletrônico substituirá gradualmente as cédulas de Registro Geral (RG) com um número único de registro de identidade civil.

O novo cartão incluirá nome, sexo, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade, assinatura, impressão digital do indicador direito, o órgão emissor, local e data de expedição e de validade. A substituição do RG pelo RIC será feita ao longo de nove anos. A previsão é de que, nas seis unidades da federação escolhidas para o projeto-piloto, sejam emitidos dois milhões de cartões

Para entender o caso Erenice

Duas ótimas matérias para entender o Caso Erenice: o texto abaixo, publicado no Blog do Nassif, e a entrevista que Erenice Guerra deu a Ístó É desta semana (clique neste link ou na foto abaixo para visualizar a entrevista, na íntegra).


“Meu filho se chama Israel, não Verônica.
Não sou o Serra, que briga para manter o sigilo da filha"
 
Do Blog do Nassif:

Para entender o caso Erenice

Vamos tentar entender um pouco desse imbroglio da velha mídia, separando fatos reais dos factoides.

Vai-se chegar a um retrato acabado do que são as alianças malucas da política brasileira, os esquemas brasilienses, de funcionários indicados por políticos, o submundo do lobby e do jornalismo local.

No episódio em pauta, o começo de tudo é o loteamento dos Correios, feito na gestão Hélio Costa no Ministério das Comunicações. Nos últimos anos, os Correios foram entregues a esquemas pesadíssimos – juntando chefes de quadrilha, esquemas de lobby no submundo brasiliense e repórteres de escândalo.

Descrevo esse jogo no capítulo «O araponga e o repórter» da série «O caso de Veja». Mostro como o escândalo do funcionário que pedia propina de R$ 3 mil, na verdade serviu para derrubar o esquema Roberto Jefferson nos Correios e permitir um esquema mais barra pesada ainda – que trabalhou valendo-se da parceria araponga-Policarpo Jr, diretor da sucursal da revista Veja, devidamente indicados pelo bicheiro Carlinhos Maracanã.

A figura-chave

A figura chave desses últimos episódios é Marco Antonio Marques de Oliveira, ex-diretor de operações dos Correios e exemplo típico da promiscuidade reinante em Brasília.

Marco Antonio foi diretor da ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil). No dia 7 de agosto de 2007, na CPI do Apagão Aéreo, foi apontado pelo senador Demóstenes Torres como «ligado ao crime organizado», segundo matéria da Follha (clique aqui). Na mesma matéria, aparece como indicação do PMDB governista e ligado ao então governador de Minas, Aécio Neves.

Na verdade, sua ligação é com o ex-presidente Itamar Franco e com Hélio Costa – que são a mesma coisa. Na mixórdia política brasileira, apesar de estarem em partidos concorrentes em Minas, Hélio sempre foi ligado a Itamar e vice-versa. Sempre fizeram política juntos.

Não significa que compactuassem com o esquema por fora de Marco Antonio. Quando um político indica alguém para um cargo, é para facilitar negócios para aliados em cima das regras vigentes.

Demitido da ANAC, Marco Antonio é imediatamente indicado para a Diretoria de Operações dos Correios, uma decisão temerária de Hélio Costa.

Antes disso, Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, havia trabalhado por um tempo na ANAC. Lá, conheceu e fez amizade com dois rapazes, mais jovens que ele: Vinícius Castro, sobrinho de Marco Antonio, e Marcelo Moreto. Quando a mãe vai para a Casa Civil, Israel indica os dois amigos para trabalharem com ela. Imprudentemente, a sugestão é acatada.

A partir daí, os três amigos – mais Marco Antonio – passam a vender terrenos na Lua para recebimento em Marte – na feliz expressão de uma fonte. Apregoam no submundo de Brasília que teriam acesso a decisões, ao agendamento de reuniões etc.

Esse é o escândalo devidamente circunscrito: um esquema de lobby de terceira categoria, que terá que ser apurado, com as devidas punições. Em nenhum momento, nenhuma matéria – apesar de estarem envolvidos mais de duas dezenas de jornalistas – levantou o menor indício de que qualquer uma das demandas tivesse sido atendida.

A parceria lobistas-repórteres de escândalos

A velha mídia recorreu, então, a um de seus estratagemas que, por coincidência, havia descrito um pouco antes no Twitcam “Como a velha mídia atua”.

A jogada é simples. O repórter consegue alguns dados reais, em geral de menor gravidade. Em cima disso, compõe um roteiro inverossímil, com acusações gravíssimas, não comprovadas. Denomina-se a esse esquema “A técnica da mentira”, como bem descreveu o grande Antonio Carlos Fon.

Quando começa o questionamento aos fatos graves, apresentam-se os fatos menos graves como prova. É como o pescador que pesca um lambari, chega no boteco e informa ter pescado um lambari e um dourado de 120 quilos. O pessoal pede: prova! E ele mostra o lambari para provar que não mentiu.

Aí começa o segundo tempo do jogo. O esquema dos Correios fica pesado demais, por culpa da leniência de Lula com as estripulias de Hélio Costa. Quando se dá conta, a diretoria barra pesada é demitida. Entre eles, o maior barra pesada, Marco Antonio. E pela própria Erenice. Prova maior, aliás, de que ela não compactuava com o esquema.

Provavelmente a reportagem de Veja saiu atrás de Marco Antonio para levantar escândalos dos Correios. E deve ter recorrido aos métodos policialescos que caracterizam a revista: me diga o que quero ouvir que eu o poupo de minhas denúncias.

Não se pretende levantar nada, nem denunciar esquemas pesados. Mesmo porque repórteres e lobistas são aliados de jogadas: a expectativa de transformar o dossiê em reportagem valoriza o passe do lobista; a possibilidade de atender à demanda de escândalos pela direção garante o emprego do repórter. Ambos são habitantes do mesmo mundo e beneficiários das mesmas jogadas.

Aí esse Marco Antonio, figura ilibada assim como o “consultor” da Folha condenado à prisão, passa a dizer qualquer coisa que lhe pedem. E ambos – Folha e Veja – acrescentam informações que sequer passam pelo teste da verossimilhança. Como afirmar que o dinheiro iria para Dilma ou para Erenice. E a ombudsman da Folha tem a caradura de afirmar que se fez jornalismo porque, graças ao fato de se tentar criar uma falsa denúncia contra a candidata favorita à presidência da República, a brava mídia nacional conseguiu deslindar um esquema de três lobistas pés-de-chinelo que vendiam fumaça.

Por exemplo, a informação de que o “consultor” avisou a Casa Civil de que estava sendo chantageado para que seu pleito pudesse ser aprovado pelo BNDES, antes sequer do projeto ter sido apresentado ao banco. Ou a informação de que o esquema de Israel faturou propina em cima da compra de Tamiflu – que tinha apenas um fornecedor mundial. Juntam-se lobistas desqualificados e ex-detentos condenados por golpes com publicações sem escrúpulos, e pode-se conseguir tudo. Até envolver o Santo Padre em golpes de venda de indulgência plenária para financiar a campanha de Dilma.

Conclusão final

Erenice não foi apontada como cúmplice de nenhum crime. Não há um dado objetivo sequer de que tenha compactuado com a quadrilha. O próprio fato de ter demitido Marco Antonio dos Correios é prova mais que robusta.

Mas cometeu desvios éticos, ao não analisar devidamente as sugestões do filho.

Não há nenhum dado que comprove o atendimento de qualquer demanda por parte da Casa Civil. A tentativa de ligar o caso a Dilma Rousseff é bisonha e não convence sequer o cidadão comum, mesmo bombardeado pela mídia de maneira exaustiva.

Ficam as lições:

1. Os esquemas de aliciamento político, através da entrega de cargos a aliados, é uma ameaça à estabilidade política. Não dá mais para manter esse "pacto de governabilidade" que garantiu a tranquilidade dos governos FHC e Lula.

2. A velha mídia é sócia dos lobistas no que interessa aos dois. Não está aí para moralizar a política, mas para utilizar as jogadas dos lobistas em proveito próprio.

Para esfriar o planeta

A pedido do amigo Marcos Mairton, do Blog Mundo Cordel, repasso a matéria abaixo, publicada pela Isto É, mas sou bastante cético em relação a uma medida como esta, pelos efeitos que poderia ter.
Já imaginou ficarmos com uma nuvem de enxofre sobre nossas cabeças? E o risco de chuva ácida?
Mas, dada a credibilidade do pai da ideia, não custa divulgar para debate.

Para esfriar o planeta
Agora querem lançar enxofre na atmosfera para repetir a ação provocada pela erupção dos antigos vulcões, que reduziu a temperatura da Terra

Por LUCIANA SGARBI

A solução para o tão decantado aquecimento global pode estar num verdadeiro “balde de água fria”. A tese é do renomado químico holandês Paul Crutzen, professor na Alemanha do Max- Planck Institute for Chemistry e prêmio Nobel por seus estudos sobre a formação e decomposição do ozônio na atmosfera terrestre. Segundo Crutzen, em um ano teríamos as mesmas condições ambientais de três décadas atrás se o seu método fosse seguido: cobrir a atmosfera com uma camada de enxofre para que ela reflita os raios solares e, assim, abrande o aquecimento. Essa injeção de partículas de enxofre, mais precisamente na estratosfera (a mais alta camada da atmosfera), resfriaria o planeta e daria tempo para os seres humanos reduzirem as emissões de gases causadores do efeito estufa – o enxofre não seria, dessa forma, uma solução em si, mas funcionaria como um potente redutor de danos. As suas partículas seriam despejadas por balões de alta altitude ou lançadas à camada estratosférica por uma artilharia pesada. Uma vez espalhadas pelo ar, elas funcionariam como minúsculos espelhos mandando a luz do sol de volta para o espaço. Perderíamos o azul do céu, mas ganharíamos vida. Crutzen calcula que a emissão necessária de enxofre, com efeito programado para dois anos, custe entre US$ 25 bilhões e US$ 50 bilhões.

A fonte inspiradora desse projeto é natural e chama-se vulcão Mount Pinatubo, que entrou em erupção nas Filipinas em 1991. Àquela época, ele lançou toneladas de cinzas, gases e outros materiais a grandes altitudes. Ao pesquisar como essa erupção afetou o clima global, o cientista transformou a catástrofe em instrumento para ampliar o seu conhecimento. Foi então que os pesquisadores da equipe de Crutzen descobriram que a pluma de enxofre lançada pelo Mount Pinatubo esfriou a Terra em 0,9 grau Fahrenheit (0,5 grau Celsius) no ano seguinte à sua erupção. O estudo utiliza a informação oficial da ONU de que nos últimos 30 anos a temperatura da Terra aumentou 0,6 grau Celsius, sendo possível, portanto, reverter o aquecimento global para as condições que ele apresentava no final dos anos 70. “Com muito menos enxofre do que o que foi lançado pelo vulcão, poderemos resfriar a Terra”, diz Crutzen. “É aritmético, uma questão de fazermos as contas.”


A proposta revolucionária para se combater o aquecimento global ganha cada vez mais adeptos na comunidade científica – e eles se debruçam sobre o chamado “Projeto Enxofre” na tentativa de salvar a Terra. Todos integram o coro de que é preciso tirá-lo o quanto antes do papel e colocá-lo em prática. Crutzen é um sonhador e apenas um sonhador? Não, a julgar pelo entusiasmo de pares. “Vamos utilizar esse evento abrupto de lançamento de enxofre como um experimento natural. Podemos observar como a atmosfera responde a isso”, diz a climatologista americana Joanna Futyan, da Universidade de Colúmbia. Outro entusiasta é o físico John Harries, do Imperial College, de Londres. Ele pesquisou sobre a resposta da atmosfera à erupção do vulcão Mount Pinatubo e descobriu que a reação foi rápida e positiva. As partículas de enxofre expelidas pelo vulcão bloquearam a luz solar e de fato resfriaram o planeta. “Em seis meses, irradiou-se menos calor ao espaço após a erupção do Pinatubo. Temos aí, sem dúvida, uma alternativa para a questão do aquecimento global”, diz Harries. Para o químico americano Mark Thiemens, da Universidade da Califórnia, as erupções vulcânicas são uma pista para solucionar o grande problema ambiental do século: “A natureza é o mais maravilhoso e preciso laboratório de que dispomos. Ela nos dá de presente alguns dos mais importantes experimentos, mas precisamos aprender a observá- los com mais atenção para imitálos no que têm de bom.”

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vídeo: Recife, Menina dos Olhos do Mar

Daqui do aeroporto de Salvador, onde espero a conexão de volta para o Recife, vindo de Curitiba, após mais uma viagem de trabalho, repasso este belo vídeo, onde Lenine e outros artistas pernambucanos cantam as belezas da cidade.

O vídeo foi repassado pelo amigo Gomes Corumbau, de quem reproduzo o texto de encaminhamento (vejam ao final a letra da música):

"Não consigo rever esse clip, sem chorar, longe do Recife. Essa cidade vai ficar eternamente na minha alma.



A composição é de Lenine, Lula Queiroga (filho do mestre Luiz Queiroga, do Caruaru) e Zé Brow, do Faces do Subúrbio, do Alto José do Pinho, Casa Amarela. Foi feita especialmente para uma homengem da Rede Globo a um aniversário da cidade.


No clip João e Adriana Falcão, Canibal, Lenine, Lírio Ferreira, Mangaba, Zé Brow, Alceu, Lula Queiroga, Roger de Renor, entre outras feras.


Aproveito para copiar e matar a saudade dos amigos que estão por lá pelo Recife, por aqui e por outras terras."


Minha cidade, menina dos olhos do mar
dos rios que levam meu coração
do sol que começa a raiar

é por você que eu peço na minha loa
por essa gente tão boa
abre um sorriso e canta

Minha cidade, das vilas, dos manguezais
dos altos e dos coqueiros
da fé que move o futuro

Oh, Conceição, Senhora, abençoai
essa cidade que só quer crescer
e ser feliz

Recife eu te dou meu coração...
Recife eu te dou.

Olha o Recife da grande festa popular
dos bravos guerreiros que a história nos deu
dos arranha-céus e sobrados

É pra você que a gente oferece a loa
por essa terra tão boa
abre a janela e canta

Minha cidade menina dos olhos do mar
dos mascates, dos mercados
das pontes dos tempos de Holanda

Oh, Conceição, senhora, abençoai
o meu Recife que só quer crescer
e ser feliz

Teus bairros mostram a coragem residente
e reflete a luta no olhar
dessa gente humilde que procura vencer
ensina ao Recife e ao mesmo tempo aprender

minha cidade em evidência, silêncio e harmonia
com a beleza da noite e a intensidade do dia
vamos lembrar dos mestres e poetas
vamos lembrar dos que fizeram do Recife essa festa

vamos lembrar frei caneca, Ascenço Ferreira
Nelson Ferreira, Brennand, Canibal,
Capiba, João Cabral, Chico Science, Josué,

vamos lembrar dos batutas de São José
Mestre Salú, Ariano, Zero Quatro, Roger
daqui do Alto Zé do Pinho, mandando prá você
da Nação Zumbi, Nação Pernambuco,
mangaba, faceta, Faces do Subúrbio...

é o Recife que o povo daqui descobriu
do marco zero para o ano 2000

Recife eu te dou meu coração
meu coração vai nas águas do rio...

Dica de site: Descubra a operadora por trás de um celular

Repasso dica recebida do amigo Ricardo Piau.

Trata-se do site da ABR Telecom, operadora da portabilidade numérica, onde você pode consultar qual a operadora que está por trás de um determinado número de celular.

O site é útil principalmente para aqueles que preferem ligar para telefones da mesma operadora que o seu aparelho, por questão de economia de tarifa.

No site você pode ver ainda informações sobre a portabilidade numérica: